Ontem estive conversando com a jornalista do IG, Carol Dias, sobre mídias sociais e as eleições 2010. A conversa resultou na matéria “Pernambucanos apostam na internet para alavancar candidaturas” e me levou a uma série de questionamentos sobre até onde as mídias sociais ajudarão os candidatos nestas eleições.
Não um cara muito antenado no mundo da política, mas, pelo pouco que leio e observo nos perfis dos candidatos nas mídias sociais, nesta eleição veremos muito mais fumaça do que fogo quanto ao uso das mídias sociais.
Como assim Brasil?
Pois é. Não espere que aqui acontecerá como nas eleições americanas, onde surgiu um candidato super descolado no mundo online, que sabia ouvir tudo o que se falava a seu respeito na rede e mantinha um dialogo aberto com seu público e fez da internet sua grande arma de conversão. Não dá pra simplesmente copiar e colar o grande feito da campanha Obama.
Yes, We Can! e o Oxente, Nóis Pode!
Dei um pulinho no blog do Eden e conferi a análise que o mesmo fez sobre os perfis de políticos (Leia aqui). O Eden analisou justamente as caracteristicas que eu acho que mais se repetirão nesta campanha:
O uso de scripts, alimentação por terceiro, a não interação, a opção de só interagir com famosos, usar o perfil apenas para dar “notícias”
Foi basicamente o ponto de minha conversa com Carol. E olhe que eu só li a análise hoje pela manhã. O fato é que a internet amplifica o poder de influência de todos nós e deve ser utilizada sim. Mas é preciso ter bom senso e conhecer um pouquinho mais seu público e seu comportamento no lundo virtual para se dar bem nas mídias sociais.
O que é preciso para se sair bem nas midias?
Em primeiro lugar, digo logo que não há fórmula do sucesso, como todos bem sabem, mas penso que algumas coisas podem levar a um melhor resultado.
As mídias sociais permitem algo que as empresas sempre quiseram e sabem que é essencial como ferramenta competitiva: criar relações com seus público.
As pessoas não querem mais saber de perfis que apenas divulgam links de notícias ou agendas e promoções. As pessoas querem mesmo é interagir e sentir que terão resposta e não serão apenas bombardeadas com mais informação. É melhor estar realmente presente em poucas redes do que ter perfil em todas e não utilizá-las.
Fazer algo nas mídias sociais pode ser barato, mas, não fazer pode sair muito caro.
Qual a importancia da transparencia nessas midias?
Sei que muitas vezes um pouco de jogo de cintura funciona que é uma beleza. Mas uma coisa é saber jogar e outras muito diferentes são mentir ou omitir. O que não é raro aqui no Brasil. Se uma pessoa não é transparente na hora de transmitir algum fato, invariavelmente será descoberta hoje ou amanhã e nas mídias sociais esta atitude pode ter proporções gigantescas. Polêmicas ganham um poder de viralidade inacreditável no mundo online e podem alcançar milhões de pessoas em questão de minutos. Muito mais rápido do que qualquer mídia tradicional. Mídias sociais podem ser a chave para o seu sucesso ou desastre, por isto, seja transparente sempre.
No que acredito então?
Nas mídias sociais, quem fará mais barulho serão os formadores de opinião e a contrapropaganda. Nossos políticos ainda não estão preparados para o mundo 2.0. Ainda não. E mesmo que estivessem, nosso perfil de usuário de internet também não ajuda muito. Mas isto é história pra outro post.
Quem sabe na próxima poderemos ter algum candidato com um perfil mais próximo ao Obama. É esperar pra conferir.