Esquadrão Suicida – Crítica

Cinema

Esquadrão Suicida – Crítica


Se você não é um leitor de HQs da DC Comics ativo, provavelmente nunca ouviu falar no Esquadrão Suicida. Mas vamos lá; O plot da histórinha é recrutar alguns vilões para uma missão praticamente suicida. Cada um com sua [in]sanidade específica e caso desobedeça sua cabeça explode, isso em troca de benefícios pessoais. Tais como redução de pena, visitar parentes, blá, blá, blá… Não é lá muito criativa, mas a ideia é legal. O tempo cronológico do filme se dá depois da morte do Superman (Batman V Superman) e antes do início do filme da Liga da Justiça.

Sinceramente não sei qual o problema da DC em montagens. Fico cá pensando se eles nunca brincaram de quebra-cabeça, quando criança. A parada não dá Liga (badumtss). Tem hora, várias horas, que a cena não encaixa. O ritmo do filme parece um monitor cardíaco com a pulsação oscilando miseravelmente. Mas vamos a pergunta que não quer calar:

Esquadrão Suicida > Batman V Superman?

O filme é melhor no desempate, que chamamos de “Expectativa” (crie ácaros, mas não crie expectativa). O BvS são os heróis-ícones, mais famosos e frustrou muita gente. Já o Esquadrão Suicida foi uma aposta. Porém, deixou a desejar tão quanto. Parece que a DC adotou realmente esse lado Dark, sem carisma. O filme trabalha bem com as cores, mas mesmo assim não é algo que crie uma sinergia com o público. Ele tanto dá pra rir, quanto dá pra chorar (de raiva).

Eu, particularmente, gosto de explicações. E se fez necessário a apresentação deles ao público. O longa passa uma parte considerável do tempo para dizer quem é quem, de onde veio e pra onde vai (ou iria). Isso foi bom, pois não deixa os expectadores voando e se cria ligações com a história no âmbito macro.

Tão logo, vem a “segunda parte” onde eles tentam se unir para sua missão. Cada um com seu ego e sua habilidade. O humor tenta ser expressivo, mas passa longe da dose ideial de ‘alívio cômico’. Não houve química entre eles, mas missão dada é missão cumprida.

Então, chegamos ao combate final com o vilão principal (aff, mais abaixo falo desse maldito). Uma briguinha até interessante, com final descente. Não tão descente foi a disputa contra a Magia. Por final, o final de cada um. Ora, aquilo que lhe fora prometido não foi bem cumprido. Faltou um final decente!

E os Personagens?

ALERTA: Contém mais spoiler do que munição do Pistoleiro

Esquadrão suicida elenco

Você já provou água de coco industrializada? Aquelas vêm no copo. Ruim, né? Tipo água de rio com sódio. Pronto, esse foi o Capitão Bumerangue no filme. Ele tem bumerangue que não volta, que explode e… Não, pera, bumerangue-drone e acompanha a filmagem pelo seu celular, claro. Essa foi a única função dele no filme.

Amarra é outro inútil. Ele só pode ser parente de algum patrocinador do filme. Começa do nada e termina em lugar algum. WTF! Puseram o cara no filme só pra demostrar que cabeças realmente explodem, caso desobedeça. Ah, claro, belo “bode-expiatório”.

E falando em má utilização, mas que poder é esse da June Moone (Magia)? Essa mulher é a toda poderosa do mundo. Mas eu entendi foi nada! Ela é um espírito de uma tribo aí que foi liberado sem querer e possuiu a pesquisadora, que tem seu coração separado do corpo. Além de uma Deusa, que quer construir uma arma pra a todos destruir e só o que entendi mesmo foi sua apelação nas lutas… Aff.

Do nada ela vai lá outro lado do continente e volta com um artefato onde está preso o espírito do seu irmão, e o liberta (WTF, again!). Essa criatura deu nó. Tão poderosa e não sabia o que fazer com isso. Mas vale salientar que sua arte, fotografia, efeitos ficaram ótimos. E seu final… Ah, seu final.

O mesmo ocorreu com Katana, o retrato de uma mulher com forte TPM (Tensão Pra Matar). Muito vaga sua aparição, chega no meio do filme e apenas disseram que o cunhado matou seu marido com uma espada mágica de samurai e agora ela sai matando geral.

O american soldier, Rick Flag foi escanteado. Sem heroísmo, sem brilho, e sem moral. Muito distante do endeusamento americano para seus soldados (liderança e carisma). Inventou de namorar logo com moça possuída pela Magia.  Tanta técnica, tanto treinamento pra ficar no bolso do Pistoleiro.

Harley Quinn (Arlequina) ou “Miga sua loka!”

Arlequina Esquadrão Suicida

Talvez a que teve melhor desempenho em todo o filme do Esquadrão Suicida. Mesmo entrando pra trupe apenas pro filme. E não me venham dizer que seu figurino era desnecessário, que a câmera só focou no shortinho, na exploração corporal, que era vulgar, que era isso ou aquilo. Ali é o traje da personagem, e só. Bom, além de sua munição infinita em sua pistola, suas habilidades de combate foram bem aproveitada. Ela conseguiu ficar mais doentia, sociopata do que seu amado Coringa! Palmas pra atuação da moça.

Pistoleiro ahhh, finalmente um badass. Alguém que tome a frente, que chame a responsa! O melhor personagem. A cena que ele sai mantando geral é vibrante. Ele tem história, tem sentido, tem habilidade e função! E tem munição infinita também (ué). O Will Smith tirou o que podia do persona.

Mas voltando aos deslocados do grupo, do filme, da atuação, eis o Crocodilo. Ele foi tipo comida de hospital. Mas não o culpo, sua função ali era pra ser o Coisa mesmo. Não houve uma explicação decente de sua necessidade na trupe, nem como surgiu. Enfim. Eu sinceramente nem liguei pra ele.

Continuando na vibe dos que tem  salvação, El Diablo teve uma boa explicação e encaixe no filme. Um papel primordial na luta contra o vilão. Que por sinal, os 30s de luta foram o que deram o real sentido da existência dele no filme. Porque até então, ele estava mais apagado do que o Messi na seleção Argentina. Só que seu final… Meu amigo, o que foi aquilo?! O cara elevou o cosmo ao sétimo sentido, virou uma caveira mexicana de fogo e tocou o terrou! Foi lindo.

Mais um Vilão esquecível

Que decadência! Não se fazem mais vilões como antigamente. Bicho, o que é esse monstrinho irmão da Magia e que mais parece uma compilação de ‘Destruidor’ (inimigo de Thor 1) com Deuses do Egito (filme), ou Deuses Maia, ou sei lá de onde isso veio. Que coisa bizarra. Deram um poder quase infinito ao cara pra nada. Totalmente sem nexo ele ser o vilão, ou vilão coadjuvante.

Vamos falar sobre o novo Coringa

Coringa Jared Leto

Aí não! Aí mexeram com personagem errado. Cara, foi frustrante ver um Coringa daquele e não falo da atuação do Jared Leto, falo da persona no filme mesmo. Que coisa mais “kuên”! Nunca que aquilo foi o Coringa. É claro que a comparação tem que existir, com seus antecessores.

Que geração cocô de vilões são essas, cara? É tipo querer comparar o Darth Vader, com o Kylo que mais parece vilão de Malhação. Existe mais marketing no Coringa do que doentia, sociopatia, felicidade pelo caos, motivação psicótica e claro, UMA RISADA MEDONHA! Aff, que decepção!

Trilha Sonora

Aí sim, ponto altamente forte do filme. Acertaram mais do que o Pistoleiro no alvo. Um mix perfeito pra você escutar no busão, ou no seu carro.

Playlist de Esquadrão Suicida

Enfim…

Esquadrão Suicida, por incrível que pareça, não é ruim. Recomendo que você vá assistir e tire suas conclusões. Mas deixamos um forte abraço e orações pra Mulher Maravilha. Só ela pode salvar a DC deste abismo que a empresa está cavando sob os próprios pés!




 

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Graduado em Administração de Empresas e especializado em Mídias Digitais, aprendiz de designer, pseudo publicitário, impaciente com áreas burocráticas e tentando ingressar no ramo criativo. Amante de animes, viciado em séries e games, enxerido em cosplayer. Tem como maior sonho criar o A³ [Abrigo para Animais Abandonados]. Sou inimigo ferrenho do clichê e desconfiado dos pombos.

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