Guerra Mundial Z – Crítica

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Guerra Mundial Z – Crítica

Baseado no livro de Max Brooks, o filme Guerra Mundial Z trata-se de relatos dos sobreviventes de um apocalipse zumbi em busca de abrigo e de uma cura, com a ajuda do mocinho vivido por Brad Pitt. É o longa com os mortos-vivos mais caro da história do cinema! Foram usados 70 figurantes-zumbis pelas ruas, com o gasto superou US$ 200 milhões e ainda assim, cheio de mudanças e problemas nas filmagens.

Pitt vive o ex-investigador da ONU, Gerry Lane, que abandona o trabalho para cuidar da família, até que uma misteriosa epidemia se espalha causando o apocalipse zumbi e hordas invadem a cidade. Gerry é chamado pelo exército após o resgaste da sua família e é obrigado a viajar pelo mundo para encontrar o “paciente zero”, única esperança de descobrir como deter os zumbis e achar uma possível cura. Sua investigação pelas áreas invadidas é o único modo de sua esposa e filhas serem mantidas em um local seguro, caso contrário, eles não são mais “úteis” no navio dos militares.

Guerra Mundial Z tinha duas vertentes a serem exploradas: Refletir sobre as políticas e influências dos governos sobre as pessoas, mostrando o desastre do controle e também a ineficiência das autoridades, tornando o mundo um campo de seleção do mais forte (diga-se mais esperto), repleto de zumbis e sangue, onde nem os mais poderosos escapam ou usar um mocinho, como Brad Pitt – que não pertencem ao livro homônimo -, enfrentando os drama de ver sua família ameaçada e claro, mostrar a autoridade do poder sob as pessoas, além burocracia das organizações internacionais de apoio.

A segunda opção não é ruim, pelo contrário, deu muito certo, porém deixou como ponto negativo a faixa etária – 13 anos nos EUA, 12 anos no Brasil -, tirando todo o visual clássico dos zumbis de Romero – conhecido como “pai dos zumbis” –, com um terror e complexidades mais leves, levando até o enquadramento a deixar tudo mais “limpinho”. Apesar de estarmos acostumados com os zumbis lentos, estes mais velozes ajudaram o colocar uma sensação de ansiedade no filme, rendendo bons sustos.

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O modo como Gerry vai adquirindo conhecimento sobre os zumbis é bem explorada, como um quebra-cabeças não tão fácil de montar, onde cada cenário vai dando uma nova peça! No terceiro ato, dentro de um laboratório e última esperança do mocinho, temos um trabalho de maquiagem bem feita, ao menos vemos uma aparência familiar com os mortos-vivos, porém sem o efeito gore.

Poucas coisas do livro são exploradas, tornando fraco o detalhamento de como as pessoas estão sobrevivendo em todas as partes do mundo. Dos locais mostrados, apenas as cidades tomadas e o muro de Israel pertencem a obra original, o resto é adaptação. O diretor não soube aproveitar as dicas de sobrevivência relatadas pelo escritor, Brooks, entretanto o modo como a população pode se adaptar ficou bem impactante e foi uma boa solução para concluir o longa.

Os cenários percorrem a Coreia do Sul, Israel e, por fim, Reino Unido, onde as grandes hordas zumbis são enfrentadas, graças a “cura” que repele os ataques. No fim, apenas as explicações narrativas dadas nos relatos por onde a epidemia acontece mantiveram algumas críticas leves e o viés político-social de Brooks.

Finalizar as filmagens e edições de “Guerra mundial Z” foi uma verdadeira batalha marcada por atrasos, mudanças, refilmagens e brigas do diretor Marc Foster com Brad Pitt. Na versão original do roteiro, o longa acabaria com uma grande batalha na Rússia e a explicação sobre a família de Gerry ficaria para uma sequência. O resultado final, lembrou bastante o filme Contágio (Steven Soderbergh), usando a mesma fórmula: epidemia, pânico e ineficiência dos governos. 

A trilha sonora é do experiente compositor Marco Beltrami e também da banda Muse. O tema principal, meio eletrônico, acabe se mostrando excessivamente animado em trechos do filme, cabia ali algo mais introspectivo. 

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Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

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