Liga da Justiça de George Miller vai ganhar documentário

Justice League: Mortal

Cinema

Liga da Justiça de George Miller vai ganhar documentário

Depois do sucesso de Mad Max: Estrada da Fúria, todo mundo virou fã de George Miller e começou a baixar a discografia do diretor australiano.

Para pessoas mais velhas vividas como eu, a reação ao assistir ao filme foi: “Eu já sabia!

Diante desse sucesso, alguém lembrou que o diretor já esteve pertinho de dirigir um filme da Liga da Justiça. E todo mundo começou a imaginar: SERÁ QUE FICARIA TÃO FODA QUANTO MAD MAX?????

Justice League: Mortal foi anunciado com pompa e circunstância pela Warner/DC em 2007 e deixou os fãs da superequipe da DC Comics em êxtase! Até que enfim a clássica equipe de super-heróis dos quadrinhos iria ganhar uma versão live-action!

Elenco de Justice League Mortal

O longa entrou em pré-produção, contratou elenco e tudo o mais e… fuén fuén fuén fuééénnnn!!!!

Agora, foi anunciado que um documentário contando a tumultuada produção do longa está sendo desenvolvido. E começaram a aparecer artes conceituais de personagens, cenários e cenas de ação. Pelo menos nos desenhos, a coisa parecia que ia ser épica!

Mas, afinal, o que aconteceu para esse filme não ter visto a luz do dia?

Liga da Justiça: Mortal – o que rolou, afinal?

Em 2007, a Warner anunciou que iria produzir um filme da Liga da Justiça, depois que os filmes da Mulher-Maravilha (Joss Whedon) e The Flash (David S. Goyer) foram cancelados.

A ideia do estúdio era o de iniciar uma nova franquia, com novos atores – tanto que Brandon Routh não iria reprisar seu papel de Superman (devido ao fracasso de Superman Returns), nem Christian Bale o de Batman.

E em uma entrevista, Bale disse que seria bom eles não mexerem no que estava sendo desenvolvido na série realista do Nolan. Ou seja, nada de superpoderes…

Jason Reitman (Juno) foi convidado para dirigir o filme, mas declinou. Aí o estúdio contratou Miller. Roteiros foram escritos, a produção começou a andar urgentemente pois uma greve dos roteiristas de Hollywood já estava agendada e poderia atrapalhar.

O elenco principal foi contratado, depois de várias audições, e ficou assim: D. J. Cotrona como Superman; Armie Hammer seria o morcegão; Megan Gale, a Mulher-Maravilha; o rapper Common seria John Stewart, o Lanterna Verde que ficou famoso na animação da Liga da Justiça; Adam Brody ficou com o Flash; Hugh Keays-Byrne, o Immortan Joe, viveria o Caçador de Marte; por fim, Jay Baruchel seria o vilão do filme, Maxwell Lord – velho conhecido dos leitores que acompanharam a Liga engraçadinha de Keith Giffen e J. M. DeMatteis nos anos 90.

justice league mortal 02

Nenhum superstar, não é? Talvez funcionasse, talvez não, quem sabe?

A produção tinha orçamento de 220 milhões de dólares. Mas aí aconteceu de tudo: atraso nas gravações, greve dos roteiristas, problemas com locações e orçamento e, o mais inusitado: o sucesso de Batman: O Cavaleiro das Trevas!

Com o estrondoso e milionário sucesso do segundo filme do Bátema, a Warner tomou aquela que talvez tenha sido a decisão mais burra da história dos blockbusters: focar em filmes individuais de seus heróis (isso depois de ter cancelado os filmes individuais de seus heróis e perdido um tal de Joss Whedon para a concorrência).

Com isso, Justice League: Mortal foi para o limbo. Um dos diretores da Warner afirmou na época que eles só iriam fazer um filme da Liga, agora ou dez anos depois, quando achassem o caminho certo a seguir.

Arte conceitual de Justice League Mortal

O primeiro filme dessa nova decisão foi Lanterna Verde, com Ryan Reynolds, de 2011. O fracasso enterrou mais uma vez os filmes da Mulher-Maravilha e do Flash.

Aí veio a Marvel com um filme de equipe, um tal de Vingadores e o resto é história.

Filmes não realizados mas que tinham potencial para tornarem-se épicos sempre vão render esse tipo de discussão. Imaginem se Liga da Justiça: Mortal tivesse sido finalizado e se tornado um sucesso estrondoso. Talvez fosse a Marvel correndo atrás do prejuízo agora e seus filmes tivessem um tom diferente. Quem sabe?

A imaginação não é um exercício maravilhoso?

O documentário, ainda sem título, será dirigido por Ryan Unicomb e não tem data de estreia.

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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