O Grande Gatsby – Crítica

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O Grande Gatsby – Crítica

Baseado no clássico “O Grande Gatsby”, escrito por F. Scott Fitzgerald a obra é centrada em um misterioso e excêntrico milionário americano nos anos do American Way of Life: Jay Gatsby. Ele é conhecido pela elite de Nova York por oferecer festas em sua mansão, mas sua figura e origens são desconhecidas pelo público, cabendo ao vizinho e acionista da Bolsa de Valores, Nick Carraway desvendar.

Para quem já viu “Moulin Rouge – Amor em Vermelho” as comparações foram claras, afinal estamos falando do mesmo diretor, Baz Lurhmann. Nada de um musical, mas o carnaval de cores, os efeitos especiais, o figurino impecável, os ambientes esplendorosos e a música moderna em contraste com a época estavam presentes em toda construção.  Florence + the Machine, Beyonce, Jay-Z, Lana Del Rey, Sia, Gotye, Will.I.Am, The XX e Fergie ganharam espaço, porém como todos os fãs de F. Sott Fitzgerald, achei que uma pitada de Jazz realmente era necessária.

O romance água com açúcar vivido entre Gatsby (Leonardo DiCaprio) e Daisy Buchanan (Carey Mulligan) que toca enredo já é conhecido por todos, bem a moda amor proibido de Baz Lurhmann. Felizmente nem todo o foco foi a paixão problemática e sim, a figura de Gatsby pelo vizinho e escritor, Nick, vivido muito bem por Tobey Maguire – nosso eterno Homem-Aranha.

Alguns assuntos são tocados da mesma forma como no livro, rápidos e sem uma maior reflexão, apenas para situar, como o racismo pela “dominação das cores”, a Primeira Guerra Mundial, a Lei Seca e a controversa relação entre máfia e política. Entretanto os exageros da geração American Way of Life foram mascarados pelo diretor, deixando a crítica do escritor leve e mostrando mais o lado escandaloso da primavera de 20.

gatsby

Muita gente não aprovou a escolha de Leonardo DiCaprio para o papel de Gatsby, porém a sua boa atuação mostra que certos atores melhoram depois de um tempo. Toda a paixão do personagem misterioso, sua juventude e personalidade conflitante foram bem representados.

Transformando um livro clássico em um filme de duas horas, os roteiristas de “O Grande Gatsby” situaram bem a passagem do tempo para o público, apelando para o uso de imagens de arquivo dos anos 20 e usando várias cenas de dança e corridas de carros fazendo contraposição a passagens dramáticas e de ambientação, retirando qualquer monotonia e deixando o clima variar entre o urbano e o bucólico com céus repletos de estrelas, tecidos esvoaçantes e festas divertidas com personagens incríveis. 

Cenas detalhadas e fiéis a obra como a presença da luz verde iluminando o outro lado da baía onde Daisy mora, o clima de acordo humor dos personagens e o outdoor de um oculista representando o “olho de Deus” são o ponto de destaque, porém ainda continua sendo aquele bom filme que poderia ser melhor, talvez com menos romance e mais contextualização da geração.

Além de Leonardo DiCaprio (Jay Gatsby), Tobey Maguire (Nick Carraway)e  Carey Mulligan (Daisy Buchanan), fazem parte do elenco Joel Edgerton (Tom Buchanan), Isla Fisher (Myrtle Wilson) e Jason Clarke (George Wilson).

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Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

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