O Hobbit: A Desolação de Smaug | Crítica

Cinema

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Crítica

A Desolação de Smaug pode ser considerado melhor que o primeiro filme da trilogia O Hobbit. Com uma estrutura mais coerente, ritmada (não dá tanto sono quanto seu antecessor) e um desenvolvimento de personagens mais interessante, A desolação de Smaug mostra que podemos gostar e nos divertir com um filme, mesmo quando ele não é lá essas coisas.

Ano passado, escrevi sobre porquê O Hobbit é inferior a trilogia O Senhor dos Anéis. Este ano, junto com a equipe do Geek Cafe e cerca de 30 leitores, fomos à pré-estreia de O Hobbit: A Desolação de Smaug e pudemos comprovar que, infelizmente, eu estava certo. Mas nem tudo é ruim, pelo contrário, tem diversão, ação e aventura na medida certa para valer a pena o ingresso. Por isto que compartilho minhas impressões com vocês agora.

No segundo filme da saga, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e a trupe dos anões se separam de Gandalf (Ian McKellen) para atravessar a Floresta Negra! Lá enfrentam aranhas gigantes e encontram os elfos, para entrar na Montanha Solitária onde vive Smaug, o dragão que há muito tempo saqueou o tesouro do reino dos anões do avô de Thorin (Richard Armitage).

O Hobbit - A Desolação de Smaug - Bilbo

Os filmes do Hobbit tem a trama do livro entrecortada por vários documentos,
anotações do Tolkien e elementos de outros livros deste mesmo universo, mas também tem várias coisas criadas exclusivamente para o filme. Tudo isto serve para contribuir positivamente no resultado final, deixando a hexalogia com o Senhor dos Anéis cada vez mais clara.

Em O Hobbit: A Desolação de Smaug, percebemos 3 núcleos narrativos que se entrelaçam. O primeiro núcleo, com total embasamento no livro que dá origem a trilogia, conta com a saga dos Anões rumo ao encontro do Smaug (Benedict Cumberbatch) para recuperar a Pedra Arken. Nele podemos ver uma incrível atuação de Martin Freeman, roubando a cena como o Hobbit e o fantástico dragão Smaug. A interação dos dois personagens é sem dúvidas, a melhor coisa do filme.

No núcleo sombrio, temos Gandalf atravessando a Terra Média em busca da verdade sobre o Necromante (Benedict Cumberbatch). Apesar deste núcleo ser o responsável por grande parte dos defeitos do filme, principalmente visuais, a construção narrativa foi muito interessante, mesclando os poucos detalhes que constam no livro do Hobbit, com anotações de Tolkien e elementos de outros livros para explicar de maneira mais didática os acontecimentos que culminarão na saga do Senhor dos Anéis para o público que conhece a Terra Média apenas nos cinemas.

O-Hobbit-Desolacao-de-Smaug-GEEK-CAFE

Por último temos o núcleo novela mexicana, estrelado por Legolas (Orlando Blomm), Tauriel (Evangeline Lily) e o anão Kili (Aiden Turner) num pseudo triangulo amoroso partindo do nada rumo a lugar nenhum, mas que vem temperado com algumas das melhores cenas de ação da Terra Média. Aqui o destaque fica por conta de Tauriel, personagem criada exclusivamente para o filme e que surpreende durante sua jornada. Peter Jackson acertou em cheio na criação deste personagem e ao escolher a atriz Evangeline Lily, amada pelo mundo geek por seu papel na série Lost.

O maior problemas do primeiro filme, ao meu ver, foi a quebra no ritmo da narrativa. O filme era lento e enfadonho em muitos momentos. Isto definitivamente não acontece na Desolação de Smaug, mesmo sendo apenas 9 minutos mais curto que a Jornada Inesperada!

Já os efeitos especiais parecem que tiveram seu investimento mal distribuído durante todo o filme. A qualidade começa bem aquém do que estamos acostumados nas últimas 4 viagens a terra média. Destaque para um cena que deu #vergonhaalheia dos efeitos no momento em que Gandalf tem uma revelação sobre o Necromante. Mas não se preocupe, pois você perdoará todos esses defeitos depois que ver a cena da fuga dos barris e o final com o Smaug. Outra coisa que me deixou muito incomodado durante todo o filme foi a trilha sonora pobre e mal utilizada.

O Hobbit - A Desolação de Smaug - Fuga dos Barris

Enfim…

Eu poderia continuar com uma lista gigantes de defeitos – como a confusão que virou o lado dos Orcs depois que um novo monstrengo pseudo fodão apareceu e o Azog ficou de lado na história – mas você tem que ver com seus próprios olhos e saber que, se nada der certo, Smaug salva! O dragão de Benedict Cumberbatch faz valer a pena. O ator fez a captura de movimentos e também emprestou sua incrível voz ultra vilanesca para dar vida ao dragão antagonista do filme.

Conclusão!

Sabe aqueles filmes de sessão da tarde em que você sabe que é ruim, mas vê novamente e no final vale a pena pela diversão? Este é o O Hobbit: A Desolação de Smaug.

Um filme pra minha lista de guilty pleasure (prazer culpado).

E que venha O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez com uma incrível Batalha dos Cinco Exércitos. 2014 meu filho, chegue logo… vá!

Murilo Lima

Criador e editor-chefe do Geek Café. Administrador entusiasta de novas mídias, inovação e mentes fora da caixa.

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