Se Eu Ficar | CRÍTICA

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Se Eu Ficar | CRÍTICA

[rightbox]Para a comunidade nerd de plantão, a atriz Chloë Grace Moretz será sempre lembrada como a heroína Hit-Girl, que chutou bundas nos dois filmes da franquia Kick-Ass

Chloë estreou nas telonas aos oito anos (nos filmes Heart of The Beholder e Horror em Amytville, de 2005) e participou do sucesso (500) Dias Com Ela (2009), mas foi com o papel da letal Mindy McCready que ela ganhou destaque e se tornou uma das atrizes mais requisitadas de Hollywood.

Duvida? Só em 2014 a Chloë Moretz fez sete filmes – e ainda estamos em setembro!

Um desses filmes estréia hoje no Brasil: Se Eu Ficar (2014, dirigido por R. J. Cutler) é a adaptação do romance homônimo escrito pela norte-americana Gayle Forman. O livro faz parte do gênero Young Adult, ganhou alguns prêmios e foi um sucesso entre os leitores.[/rightbox]

Se eu ficar - Poster

O filme conta a história de Mia Hall (Chloë Grace Moretz), uma adolescente tímida que é uma promissora violoncelista. Ela vive com seus pais Denny (Joshua Leonard) e Kat (Mireille Enos) e o irmãozinho Teddy (Jakob Davies). Denny, na adolescência, tinha uma banda de punk rock, mas a partir do casamento com Kat e o nascimento dos filhos, decidiu abandonar a carreira para cuidar da família.

Quando Adam Wilde (Jamie Blackley), um aluno da mesma escola, vê Mia, se apaixona a primeira vista. Com uma ajudinha da melhor amiga dela, Willow (Lauren Lee Smith), ele se aproxima e a convida para assistir a um concerto de cello. A partir desse primeiro encontro, os dois começam um romance cuti-cuti, mesmo com os receios dela – Adam é mais velho e tem uma banda de rock, a Willamette Stone.

O relacionamento entre eles vai bem (#muitoamorgente), mas os primeiros conflitos começam a surgir, principalmente por causa do sucesso da Willamette Stone, que termina chamando a atenção e assina com uma gravadora. Apesar dos planos de morarem juntos, as constantes viagens de Adam e a decisão de Mia em tentar ser admitida na conceituada escola de música Juilliard, que fica em Nova York, termina estremecendo a relação e eles rompem.

Durante uma viagem para visitar os avós, Mia e sua família sofrem um terrível acidente na estrada. Em coma, Mia passa por uma experiência fora do corpo. Ainda no local do acidente, vê sua família e o seu próprio corpo serem levados ao hospital. Chegando lá, presencia as tentativas da equipe médica em salvá-los e o desespero dos familiares.

Com as perdas que vai sofrendo, Mia tem que tomar uma decisão: lutar para despertar e retomar a vida, agora destroçada ou simplesmente desistir e morrer. A partir desse momento, toda a história dela, de sua família e do relacionamento com Adam são mostrados em flashback.

Se eu ficar - Poster 2

Se Eu Ficar é a primeira ficção do diretor R. J. Cutler, que tem uma extensa filmografia no gênero documentário. Antes dele, Catherine Hardwick (diretora de Crepúsculo) e o brasileiro Heitor Dhalia foram cogitados para dirigir o filme.

Pela descrição da história, dá prá ver que o filme é um amontoado de clichês, típicos de dramas românticos (com direito a solo de piano nas cenas tristes), só que com a pegada do gênero Young Adult (hã, Young Adult é um gênero?): jovens adolescentes em conflito com sua sexualidade, relacionamentos amorosos e familiares, busca pela identidade, luta contra alguma doença mortal…

Conforme a história vai se desenrolando, dá prá perceber como ela vai terminar, de tão óbvia. Seria apenas mais um drama romântico genérico e dispensável, certo?

Sim e não. Certamente, não é o tipo de filme que vai agradar a todos – ele tem um nicho específico de público, aquele que vai lotar as sessões e gastar dezenas de lenços de papel. Mas Se Eu Ficar tem um certo charme.

Primeiro, pelas atuações. Chloë Moretz não nos dá uma grande atuação, mas também não faz feio, mantendo o nível. Quem segura o filme são seus pais, interpretados por Joshua Leonard e Mireille Enos, que mesmo em pequenas cenas nos encantam com suas frases espirituosas e bem humoradas; o veterano Stacy Keach (um dos velhinhos foda do filmaço Nebraska) tem pequenas mais marcantes cenas; no papel do avô de Mia, são dele as duas cenas mais pungentes do filme, uma delas no hospital que é de fazer você engolir em seco.

Segundo, pela música. A banda fictícia de Adam toca um pop rock interessante e faz uma versão legal de “Today”, dos Smashing Pumpkins – as músicas foram produzidas por Adam Lasus, que já produziu álbuns de bandas fodas como Yo La Tengo. E, claro, tem as passagens de violoncelo (deu vontade de aprender a tocar), belíssimas. A melhor é uma jamsession entre Adam, Mia e a antiga banda de seu pai, durante uma reunião de amigos.

Resumindo: é um filme simpático…

Se Eu Ficar custou 11 milhões de dólares e já arrecadou 37.041 milhões, juntando as bilheterias dos EUA + mundo – e olha que ele nem estreou direito em vários países. Será que vai aumentar essa arrecadação? Claro que vai!

Concluindo: Gayle Forman lançou, em 2011, um spin-off de If I Stay, chamado de Where She Went, com a mesma história contada pelo ponto de vista de Adam, namorado de Mia. Se vai virar filme? Vocês ainda duvidam?

Assista ao Trailer legendado de Se Eu Ficar 

 

Nota:

Duas canecas de café com chantilly

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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