CRÍTICA – Transformers 4: A Era da Extinção.. um filme explosivo!

Cinema

CRÍTICA – Transformers 4: A Era da Extinção.. um filme explosivo!

Quando o primeiro filme dos robôs que se transformam em carros foi anunciado, todo mundo ficou com a expectativa nas alturas. Afinal, era um sonho de infância de muita gente ver Autobots e Decepticons em live-action e a tecnologia cinematográfica já permitia que eles fossem retratados com realismo.

Transformers (2007), dirigido pelo explosivo Michael Bay e produzido por Steven Spielberg, foi um sucesso estrondoso! Arrecadou mais de 700 milhões de dólares pelo mundo afora e catapultou a carreira de Shia LaBeouf. Ação, humor e robôs gigantes perfeitos aprontando altas confusões, trocando porradas e destruindo prédios!

Com todo o dinheiro arrecadado, uma sequência (fraquinha) não tardou (Transformers A Vingança dos Derrotados, 2009), seguida por outra marromenos (Transformers O Lado Oculto da Lua, 2011). Na verdade, roteiro nunca foi o forte da franquia. O primeiro, porém, tem mais acertos do que erros. Os outros dois são totalmente dispensáveis.

Mas como tudo aquilo que dá dinheiro nunca tem um fim em Hollywood, lá vem eles novamente com outro Transformer (afinal, o terceiro filme arrecadou mais de um bilhão de dólares).

Transformers 4: A Era da Extinção (Michael Bay, 2014) já estreou nos EUA batendo recordes de arrecadação para uma estréia, mostrando que robô gigante que vira carro nunca vai deixar de atrair espectadores. Mal posso esperar para ver Transformers 12 – só que não, né?

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Agora, não há mais Shia LaBeouf, John Turturro, Megan Fox e outros atores/personagens conhecidos. Transformers 4 é o início de uma nova trilogia.

O filme se passa quatro anos após a Batalha de Chicago, evento que aconteceu no capítulo três da franquia. Os EUA ainda se recuperam do ataque e os robôs alienígenas são considerados inimigos, sendo caçados pelo governo. Autobots e Decepticons vivem nas sombras, se escondendo dos humanos.

O herói da vez é Cade Yeager (Mark Whalberg), um inventor sonhador e liso que mora com sua filha adolescente Tessa (Nicola Peltz). Quando compra um velho caminhão, ele descobre que tem em mãos um Transformer – e logo o líder dos Autobots, Optimus Prime.

Cade conserta o robô, só que a ativação de Prime alerta os militares, que estão recebendo a ajuda do misterioso Lockdown, um robô intergaláctico caçador de Transformers, cuja missão é capturar Optimus Prime. Os demais robôs capturados pelo caçador são entregues aos militares, que os encaminham às indústrias KSI, comandadas por Joshua Joyce (Stanley Tucci). A indústria dissecou os robôs e conseguiu isolar o elemento principal do qual eles são feitos, o transformium, um metal molecularmente instável.

Com essa descoberta, a KSI começa a construir seus próprios Transformers controláveis, inclusive o gigantesco Galvatron, criado a partir do cérebro de Megatron.

Em troca da captura de Prime, Lockdown promete doar a KSI uma Semente, artefato que pode transformar uma imensa área da Terra em transformium, gerando matéria prima para os planos da empresa em construir robôs e gadgets com o material.

O que os humanos não sabem é que tudo não passa de uma pegadinha do Mallandro, já que a tal Semente é uma arma de destruição em massa que exterminará a humanidade.

Michael Bay e sua equipe tentam dar um novo rumo às aventuras dos robôs gigantes jogando na cara do espectador diversos plots interessantes: uma nova explicação para a extinção dos dinossauros, transformers criados e controlados por humanos, robôs (que não são Autobots nem Decepticons) do espaço caçadores de recompensa, uma nova e polêmica origem para os Transformers…

Só que esses plots não são desenvolvidos a contento e servem apenas como uma pausa para o espectador respirar entre as sequencias que realmente importam aqui: robôs gigantes trocando sopapos enquanto destroem a cidade com os humanos tentando sobreviver no fogo cruzado.

Clichês aos montes, diálogos engraçadalhos, situações previsíveis e personagens desinteressantes tornam o filme desinteressante nas cenas sem explosões.

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Como se não bastasse, esse vazio narrativo vem distribuído em 2 HORAS E 45 MINUTOS! Michael Bay, meu filho, menos, né? Tá ganhando por minuto, é? Com a história que tinha nas mãos dava prá fazer um filme redondinho de uma hora e meia e ja tava de bom tamanho. Sinto que perdi um tempo da minha vida que nunca mais vou recuperar. Maldição!

Ah, e temos o maior fanservice de todos os tempos depois da mulher de três peitos do remake de O Vingador do Futuro: o surreal aparecimento dos Dinobots! Optimus Prime empunhando uma espada gigante e cavalgando um T-Rex robô talvez seja a melhor tradução desse filme!

Mas não tem nada de bom? Tem sim: os efeitos especiais, a edição de som e o 3D matador na tela IMAX!

Já posso ouvir as críticas: “Cara chato! O que você esperava de um filme de robôs gigantes que viram carros? Profundidade?

Não. Eu esperava um pouquinho de inteligência no meio de toda a ação. Alguém precisa avisar ao Michael Bay que é possível fazer um filme com as duas coisas juntas. Ele bem que tentou, mas as explosões falaram mais alto.

Se vai ter outro? Depois daquele não-final, claro que vai! Não percam em 2016 Transformers 5: As Incríveis Aventuras Espaciais de Optimus Prime num cinema perto de você!

Nota: uma caneca de café preto amargo

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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