J-Stars Victory VS: Jogo reúne os melhores personagens de mangás dos anos 80 e 90

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J-Stars Victory VS: Jogo reúne os melhores personagens de mangás dos anos 80 e 90

Apesar de ter sido o jogo mais esperado da Jump, não é seu primeiro. Voltando um tanto no tempo temos o Famicom Jump, RPG com os personagens da revista para o console NES. Dois anos depois sua sequência foi lançada, trazendo novos personagens e abandonando alguns do jogo anterior. Somente mais de uma década depois, em 2005, um novo crossover surgiu: Jump Super Stars, para o Nintendo DS, este que também recebeu uma sequência, Jump Ultimate Stars, no ano seguinte. E entre o lançamento dos dois anteriores, desta vez para os consoles caseiros PlayStation 2 e Game Cube, o Battle Stadium D.O.N. 

Ou seja, a Jump já havia testado seus personagens de formas diferentes. Os Super Famicom eram RPGs de ação, e no D.O.N a Jump definiu sua santíssima trindade das gerações mais recentes em Dragon Ball, One Piece e Naruto e entregou um jogo de luta no estilo de Smash Bros – apesar de não possuir sequer metade da qualidade deste.

Os Jump Stars de DS traziam o mesmo estilo Smash Bros de luta – dois a quatro personagens por arena, golpes simples e a necessidade de utilizá-los de forma inteligente, assim como os itens e o cenário interativo, para formar uma boa estratégia de batalha – agora na forma portátil, e adicionou diversas características próprias de evolução de personagem e formação do time para o combate que tornam o jogo um verdadeiro trabalho mental na hora de preparar o grupo ideal, ainda mais considerando o total de centenas de personagens entre jogáveis e de suporte.

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Jump Ultimate Stars gameplay

E o que a Jump poderia, então, trazer de novo? Na verdade, não muita coisa. J-Stars Victory VS (mas que nomezinho, hein?) rebusca o sistema de batalha e suas características principais de vários outros jogos – da Jump ou não – e foca no elenco de peso para chamar a atenção. Essa é a primeira impressão passada, ao menos.

O jogo cai no gênero de luta, contando também com um modo história onde o jogador percorrerá um vasto mundo derrotando adversários diversos, como se tornou comum nos jogos de One Piece, desde o Grand Adventure do PS2. Enquanto luta, quatro personagens se digladiam ao mesmo tempo em gigantescas áreas abertas, com liberdade total de movimentação e destruição de cenário. Aqueles acostumados com os Dragon Ball Budokai e Tenkaichi da vida conhecem bem este sistema de batalha.

Offline o jogo comporta dois jogadores, mas online a quantidade aumenta para quatro, podendo formas duplas ou lutarem individualmente todos contra todos.

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J-Stars Victory Vs gameplay

O destaque do jogo é o elenco que conta com 32 séries da Shonen Jump, desde a imortal Kochikame, que iniciou-se em ’76 e mantém sua publicação até hoje, passando por diversas séries de destaque dos anos 80 e 90, como Hokuto no Ken, Jojo’s Bizarre Adventure, Rurouni Kenshin, Yu Yu Hakusho, Dr. Slump, até mais recentes como Haikyuu!!, Nisekoi e o maior sucesso da Jump na segunda década dos anos 2000, Assassination Classroom. E, obviamente, os grandes destaques da revista estão aqui também: One Piece, Dragon Ball, Toriko, Naruto e Bleach.

Apostando em um sistema de batalha veloz e intenso, que faz jus às batalhas dinâmicas dos mangás, e em uma seleção de personagens que por si só vendem o jogo, a Jump tem pouco a temer nessa investida.

E também, quem resiste a uma publicidade desse nível?

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Em Tóquio, escultura em tamanho real de Goku e Luffy batalhando, para promover o jogo.

J-Stars Victory Vs

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Agora só resta torcer para que o jogo alcance o ocidente. Até lá, assista ao gameplay das vinte e quatro séries que possuem personagens jogáveis:

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Estudante de Geologia e portanto sommelier de RU, leitor voraz de quadrinhos, pretenso escritor, gato polar nas horas vagas e aluno da Escola Mangá Khan de Melodrama.

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