Os melhores jogos dessas férias – Parte 2

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Os melhores jogos dessas férias – Parte 2

Continuando a conversa sobre os jogos os melhores jogos dessas férias (Confira a Parte 1)

3. Dissidia 012 Final Fantasy (PSP)

 


Claro que eu não podia passar as férias sem tocar em um Final Fantasy. Dissidia 012 (Duodecim, como é pronunciado) Final Fantasy é a continuação do Dissidia Final Fantasy, o jogo comemorativo de 20 anos da série lançado pela Square-Enix para o PSP em 2008. Assim como seu predecessor, Duodecim também presta uma homenagem aos fãs com toneladas de conteúdo pra fanboy nenhum botar defeito.

Em termos de gameplay, a continuação mantém o mesmo padrão básico do primeiro. É um jogo de luta versus com traços de RPG onde você tem dois tipos básicos de ataque, Bravery e HP. Seus golpes de Bravery acumulam BRV points (e drenam BRV points do adversário) e o HP attack é usado para provocar dano real ao adversário, sendo esse dano baseado na quantidade de BRV points que você acumulou. Isso mantém um equilíbrio estratégico onde o jogador decide como vai lutar. Por exemplo, alguns preferem seguir usando vários HP attacks sem acumular BRVs enquanto outros (como eu) preferem acumular milhares de BRVs e eliminar os adversários em um único HP attack. Além disso, o game tem Summons e várias nuances que o jogador precisa dominar para vencer consistentemente os desafios mais elevados.

Os controles são os mesmos do primeiro também, talvez um pouco confusos inicialmente, mas para os menos habilidosos o jogo proporciona um "RPG Mode" que permite o uso de menus para selecionar suas ações tal como em qualquer Final Fantasy tradicional.

O mais legal, para mim pelo menos, é a seleção de personagens. No primeiro Dissidia tínhamos 22 personagens jogáveis, sendo um herói e um vilão de cada Final Fantasy do I ao X mais Gabranth (do XII) e Shantotto (do XI). No Duodecim esse número sobe para 31, com vários personagens secundários inclusos além da protagonista do Final Fantasy XIII, Lightning. Isso permite alguns duelos muito interessantes entre personagens de jogos diferentes, o sonho de qualquer fã. Cada personagem tem um estilo próprio de lutar também, o que mantém as lutas interessantes.

Apesar de ter um story mode bem extenso, o qual ainda não concluí, e a possibilidade de criar suas próprias aventuras (Quest Mode), o que me proporcionou maior diversão em Dissidia 012 Final Fantasy foi enquanto estava visitando um amigo em Porto Alegre ao longo das últimas duas semanas. Durante a viagem pude experimentar o modo Versus contra outro jogador humano e a experiência foi muito mais divertida do que todas as horas dedicadas a enfrentar o computador.

Duodecim traz a possibilidade de você jogar tanto com os seus personagens customizados como também com os presets, configurados pelo próprio game para um determinado nível mantendo o equilíbrio caso o seu amigo (ou você) não tenha personagens tão bem desenvolvidos quanto os do oponente. Eu e meu amigo duelamos com presets e não percebemos grandes inconsistências. Abaixo demonstramos um preset level 100 do Squall (eu) vs Kefka (meu amigo). Ah, observem que o Squall está usando a roupa desenhada por Yoshitaka Amano, um dos (muitos) extras do game:

Se você tem um amigo que gosta de Final Fantasy e tem um PSP, vale a pena. Se não, Dissidia 012 Final Fantasy traz conteúdo suficiente para você torrar mais de 30 horas da bateria do seu PSP do mesmo jeito. Só não espere muito da história, que embora seja mais robusta que a do game anterior, continua simples e mais dirigida a agradar os fãs com as referências do que a conquistar um novo secto.

4. Rayman Origins (PS3, Xbox 360, PC, Wii, Vita, 3DS)

 


Essa foi a grande surpresa de 2011 pra mim. Sempre adorei jogos de plataforma quando era mais novo, mas durante os anos dos

32-bits eu me dediquei muito mais aos RPGs que qualquer outro gênero. Por isso Rayman, uma série de plataforma lançada para PlayStation, nunca me chamou atenção. O anúncio de Rayman Origins para as plataformas atuais foi completamente ignorado por mim e só percebi o que estava perdendo quando um amigo me apresentou um video review do game. Melhor ainda, o game foi lançado oficialmente no Brasil por R$99,00 – resultado de um excelente trabalho da Ubisoft Brasil em conjunto com os distribuidores locais e sua matriz internacional.

Não pensei duas vezes, comprei o game na época das festas de fim de ano e passei um bom pedaço do meu reveillón sentado na frente da TV com os amigos atravessando dezenas de estágios, igualzinho a quando era criança com Super Mario Bros, Sonic e tantos outros mascotes daquela época.

De fato, Rayman Origins traz essa sensação de familiaridade como um dos seus trunfos, cativando jogadores mais velhos através de pura nostalgia. O visual cartunesco e a jogabilidade simples, uma característica do gênero, fazem com que o game seja acessível para qualquer idade. Aqui não tem essa de enredos elaborados, gráficos cinematográficos ou controles complexos. É o clássico ir do ponto A até o ponto B, pulando de plataforma em plataforma e sobre as cabeças dos inimigos também. Mesmo assim, não falta substância para comer horas e horas do seu tempo livre.

São mais de 60 estágios e 7 mundos diferentes. Atualmente eu to no 6º mundo, mas ainda tem muito a se explorar. Fiquei realmente impressionado em como o game se reinventa constantemente a cada novo estágio. Os desafios não se repetem e você tem que ficar sempre atento para não deixar passar os Lums (as "moedas/anéis" de Rayman Origins), cuja soma ao final de cada estágio te dá acesso a novos personagens e áreas secretas. Além da fórmula usual, temos também os chefões, que requerem bons reflexos e atenção aos padrões dos seus ataques, e as fases estilo shoot ‘em up onde você pilota um mosquito:

Se você tiver amigos com quem jogar, a experiência é ainda melhor. O único problema é que, infelizmente, Rayman Origins não oferece suporte para online multiplayer. Apesar disso, repito que por R$99,00 em lojas brasileiras esse jogo é um must-buy para qualquer gamer de respeito.

Essa foi a minha análise dos games que aproveitei durante meu curto período de férias enquanto não estava viajando. E vocês, o que jogaram nessas férias? Quais jogos de 2011 vocês me recomendam?

Leia também:

Os melhores jogos dessas férias – Parte 1

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