Shoryuken! Street Fighter completa 25 anos

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Shoryuken! Street Fighter completa 25 anos

No dia 30 de agosto de 1987 nascia um marco na história dos games: Street Fighter foi lançado neste exato dia para os arcades japoneses. A Capcom aproveitou a ocasião dos 25 anos para celebrar junto com os fãs ao redor do globo. Além de lançar uma edição de colecionador a empresa vai organizar aqui um torneio oficial nos dias 13 e 14 de outubro durante a Brasil Game Show.

No entanto, essa série que hoje consideramos a precursora do gênero de jogos de luta como conhecemos nem sempre teve esse formato.

 

Como mostrado no vídeo acima, o primeiro Street Fighter era uma espécie de Beat ‘em up 1×1. O foco não era a modalidade versus entre dois jogadores e sim o acúmulo de pontos (hi-score) típico dos games daquela época. Havia sim uma forma de jogar contra outro jogador, mas não era possível selecionar outro personagem. O segundo jogador assumia o papel de um outro karateka, de kimono vermelho e cabelos loiros: Ken.

 

Dois anos depois, o jogo Street Fighter ’89 teve seu título mudado para Final Fight, que apesar de conter ligações com SF possuía um estilo de jogo que fugia da premissa 1×1. O próximo Street Fighter, responsável pela revolução dos jogos de luta, veio em 1991…

Imagem divulgada pela Capcom para comemorar os 25 anos da série 'Street Fighter'

Street Fighter II reteve algumas características essenciais do primeiro: lutadores caricatos de vários países do mundo, 1×1, golpes especiais e as barras de life. Entre os personagens, apenas Ryu, Sagat e Ken estavam de volta. Ainda havia a contagem de pontos, mas agora a opção de disputar contra outro jogador estava muito melhor e logo passou a ser o ponto central da diversão.

 

A era de ouro dos jogos de luta surgia e após Street Fighter II ser lançado para console, dezenas de outros títulos trouxeram suas próprias particularidades para tentar ganhar em cima da nova febre. Fatal Fury, King of Fighters, Samurai Shodown, Art of Fighting, além de muitos clones. Mas talvez o que tenha feito maior sucesso no ocidente tenha sido Mortal Kombat.

Para nós que éramos gamers na década de 90 o assunto de maior importância era definir qual era o melhor: Sonic ou Mario? Mega-Drive ou SNES? Final Fight ou Streets of Rage? E, é claro, Mortal Kombat ou Street Fighter? Muitos sonhavam inclusive com o dia em que algumas dessas disputas tomassem forma em games cross-over.

Street FighterPara mim, nada se igualava a Street Fighter. Aliás, lembro como se fosse hoje da minha alegria quando, em um sorteio de lançamento da SuperGamePower (revista de games da época) eu fui premiado com Street Fighter II: Champion Edition. Quem tiver aí a terceira edição da revista pode procurar meu nome no 7º lugar, eu morava em Fortaleza na época e se não me falha a memória meu nome está escrito errado.

Os anos passaram e Street Fighter II ganhou várias versões sendo seguido por spin-offs como a série Street Fighter Alpha (SF Zero, no Japão), Street Fighter EX (desenvolvido pela Arika com gráficos 3D) e o popular X-men vs Street Fighter (que deu origem à série Marvel vs Capcom). O Street Fighter III só viria muitos anos depois, em 1997, e apesar de não ter feito o mesmo sucesso que Street Fighter II, proporcionou um dos momentos mais brilhantes da história dos jogos de luta:

 

Após Street Fighter III: 3rd Strike, a era de ouro começou a dar lugar a uma "idade das trevas" para os jogos de luta. Esforços por parte da Namco, SEGA, Arc System Works e SNK sustentavam o gênero com Tekken, SoulCalibur, Virtua Fighter, Guilty Gear e King of Fighters. Mesmo assim, o status e o apelo massivo que o gênero mantinha na década de 90 não existia mais. O mundo precisava de um novo Street Fighter, mas o consenso dentro da própria Capcom era de que não havia necessidade de criar um novo Street Fighter, pois Street Fighter III: 3rd Strike era o melhor jogo de luta que poderiam ter criado.

A história por aí é de que certa vez um consultor externo recomendou à empresa "fazer algo" com Street Fighter, pois continua sendo uma propriedade intelectual de grande valor apesar de ter se passado mais de 1 década desde seu último grande sucesso. Entra em cena @Yoshi_OnoChin, responsável pela produção de efeitos sonoros em SF3, que após conseguir a aprovação da diretoria da Capcom passa a produzir Street Fighter IV.

 

Um grande esforço de marketing foi envolvido no lançamento e em fevereiro de 2009 eu vivi o renascimento dos games de luta como gênero popular. Apesar de não termos a mesma quantidade de títulos que outrora, todos os anos temos dois ou três grandes lançamentos com milhões de cópias vendidas. Para o bem ou para o mal, a possibilidade de disputar partidas online foi responsável por substituir os velhos duelos nos arcades.

Com isso o número de torneios envolvendo jogos de luta cresceram por todo o mundo, inclusive com grandes torneios acontecendo no Brasil. Não acredita? Veja esse mini documentário e mude de ideia:

 

Mais velho, mas com a mesma paixão da infância, eu acompanhei de perto esse fenômeno mais uma vez. Durante 3 anos fui blogueiro do maior site de games de luta do país até que a vida exigisse que me dedicasse a outros projetos e deixasse o posto oficialmente em abril deste ano. Apesar disso, os jogos de luta sempre farão parte da minha vida e Street Fighter é uma peça central desta história, mesmo que hoje em dia eu prefira outros games (Tekken, Virtua Fighter…). Portanto, encerro o post com os meus agradecimentos e um vídeo que resume tudo aquilo que amamos nesse gênero:

 

Obrigado Capcom, obrigado Street Fighter e obrigado fighting gamers. 🙂

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