Sonic Generations: O melhor dos dois mundos

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Sonic Generations: O melhor dos dois mundos

Oi galera! Tudo certo? Jogaram muito nas últimas semanas? Bom, eu estou passando por uma verdadeira odisséia, com mais ou menos 15 games não-zerados durante os dois últimos anos de faculdade coloquei como meta terminar 2012 sem esse peso na consciência. Depois de zerar Rayman Origins, Dissidia Duodecim: Final Fantasy e Castlevania: Lords of Shadow foi a vez de Resistance 3 e Sonic Generations. Sobre o primeiro, falarei em um outro momento, fazendo um apanhado de toda a série e ressaltando os pontos fortes e fracos do terceiro título em relação aos demais.

Então hoje, vamos falar do Sonic, o mascote da SEGA que um dia foi o grande rival de Super Mario, mas que após sucessivos títulos de qualidade… hmm… "questionável" acabou virando sinônimo de #fail.

The sonic cycle

Eu sou fã do Sonic pelos seus jogos clássicos no Mega-Drive. Demorei muito até experimentar os jogos mais modernos do Hedgehog e quando o fiz, ficou nítido pra mim que a SEGA estava perdendo a noção do que tornava Sonic um excelente jogo. Não era questão de ser 3D, pois mesmo aqueles que usavam jogabilidade 2D, como os da série Sonic Advance, pareciam… deslocados. Os estágios não tinham o mesmo charme, a música não era boa e o Sonic estava muito rápido.

 

Muitas vezes escutei que a melhor coisa dos Sonics clássicos é que ele era veloz, mas como alguém que rejoga esses games ao menos uma vez por ano (sério) posso dizer que Sonic não era sobre ser veloz somente. Era sim mais veloz que o Mario, mas os estágios eram amplos, com vários caminhos e a velocidade era controlada suficiente a ponto do jogador conseguir atentar aos detalhes, reagindo a tempo no caso de algum obstáculo. Claro, haviam os momentos que o jogo impulsionava você a ir tão rápido que o personagem sumia da tela, mas tudo era pensado para que você ainda estivesse no controle (ou pudesse retomá-lo). Tudo isso foi perdido nos games mais modernos do personagem e, para piorar, no caso dos games em 3D haviam sérios problemas com a câmera e com os controles (e com muitas outras coisas).

Como fã, eu mesmo fui vítima do "Sonic Cycle", especificamente quando mostraram o primeiro vídeo do Sonic Unleashed.

 

Agora…

Sonic Unleashed trouxe sim uma esperança. Metade do jogo, a metade em que se jogava com o Sonic, era boa. Funcionava muito bem comparado às tentativas anteriores, precisando só de uns poucos ajustes.

Depois disso vieram Sonic 4: Episode I e Sonic Colors. O primeiro sendo um jogo baixável nos moldes dos clássicos, ou seja, pura diversão 2D, e o segundo trazendo a jogabilidade do Sonic Unleashed sem Werehog com algumas melhorias. Ambos receberam reviews favoráveis por parte da crítica. Na minha opinião, o Sonic 4 não tinha a mesma física que os seus predecessores, mas trazia um bom level design e a mecânica do Homing – original do Sonic Unleashed – em 2D funcionava bem. De toda forma, Sonic estava voltando e eu aguardava por algum anúncio comemorativo pelos 20 anos do personagem em 2011. Chega Sonic Generations.

O jogo traz de volta o mascote clássico da minha infância e o coloca lado a lado com o Sonic moderno (visto a partir do Sonic Adventure em diante). Os estágios são todos herdados dos games anteriores, sendo 9 estágios com 2 acts cada um. O Act 1 correspondendo ao estágio com o Classic Sonic e o Act 2 ao Modern Sonic. O mais legal é ver o resultado da mistura entre clássico e moderno quando se joga estágios como Chemical Plant (Sonic 2) com o Modern Sonic ou City Escape (Sonic Adventure 2) com Classic Sonic. As músicas também foram remixadas de acordo, sendo o áudio do Modern Sonic uma batida mais ágil, combinando com o personagem.

Vale dizer que na versão para 3DS são 7 estágios e, com exceção da Greenhill Zone, todos os outros são diferentes. Há inclusive rumores de que estes estágios serão lançados como DLC para console/PC no futuro. Com relação à jogabilidade, a mecânica do Classic Sonic está perfeita, exatamente como nos antigos, e o Modern está a melhor iteração do Sonic em 3D até hoje. O jogo tem vários extras, em diversos formatos. A cada 3 estágios superados, abrem-se as Challenges que correspondem a desafios opcionais dentro dos cenários liberados, para ambos os Sonics. Sempre que as Challenges são liberadas, você precisa superar pelo menos 3 (com qualquer Sonic) para ter acesso ao Boss que, vencido, abre os 3 estágios seguintes.

Toda Challenge libera um artwork para ser visualizado ou uma música dos games anteriores, que pode inclusive ser tocada em substituição aos remixes do Generations. Nada como revisitar Greenhill Zone com sua música original. Algumas dessas Challenges também servem para destravar Skills, que você pode equipar para customizar os Sonics à sua maneira. No lado do Classic Sonic, temos por exemplo os Shields (escudos) elementais (Thunder, Flame, Aqua) igual ao Sonic 3, bem como freio instantâneo, ou recuperação mais ágil após ser atingido. Já o Modern Sonic recebe diversos incrementos à sua habilidade de Boost e velocidade em geral. Você sempre tem 100 pontos disponíveis e as Skills tem custos que variam de 0 a 100 pontos por Skill para serem equipadas, evitando que o jogo se torne fácil demais com o acúmulo de habilidades.

Isso faz com que o jogo se torne muito mais extenso que os jogos antigos da série e particularmente eu gostei bastante da variedade de desafios. Eles até deram um jeito de encaixar os amigos do Modern Sonic de uma forma menos intrusiva, consegui até gostar de alguns deles!

Assim como os amigos, temos também antigos rivais retornando na forma das Rival Battles, para mim um dos pontos altos do game.

Com tanto conteúdo e uma gameplay refinada depois de mais de 10 anos de decepção, eu me vi realmente satisfeito com o resultado final de Sonic Generations. Não podiam ter feito uma homenagem melhor a um dos personagens mais icônicos do mundo dos games. Este é, sem dúvidas, o melhor jogo do Sonic já feito até hoje. Obrigado, SEGA!

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