Xbox One – Tudo o que você precisa saber sobre o novo console da Microsoft

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Xbox One – Tudo o que você precisa saber sobre o novo console da Microsoft

Em algum momento do lendário “Dark Knight“, o Batman diz:

“Eu não sou o blogueiro que vocês querem, eu sou o blogueiro que vocês precisam.”

ou algo parecido com isso.

Pois bem, essa é a frase que me guiou na criação desse post sobre o Xbox One. A verdade é que você provavelmente já viu todos os gifs espalhados por aí. Melhor ainda, o vídeo paródia com os highlights do anúncio:

Yep, foi uma apresentação excêntrica para um gaming console, mas pensando friamente a Microsoft acertou em focar nas firulas que diferenciam o One do 360. Nós gamers somos um público muito chato de agradar, pois estamos sempre ansiosos para ver o futuro ao mesmo tempo em que veneramos o passado e, via de regra, rejeitamos o presente. Quando houve a transição para a atual geração, houve tantas críticas quanto nos anúncios dos últimos meses. Não acredita? Então você não lembra de críticas como “PS3 has no games“, dos fãs/haters afirmando que o 360 só servia para fãs de Halo e que “Wii is for kids“. (esse último estava correto)

Diferenças gráficas e novos títulos são aspectos que já esperamos e já conhecemos. É uma questão de tempo. A real diferença entre os consoles está nos recursos, especialmente com os acordos de exclusividade entre desenvolvedores e produtores de hardware existindo apenas em termos bastante limitados. Se pensar por esse lado, a conferência da Microsoft não foi tão ruim quanto tem-se falado por aí.

Dito isso, assim como fiz com o meu post a respeito do PlayStation 4, vamos falar da aposta da Microsoft para a próxima geração: o Xbox One.

Xbox, go Home!

Xbox One 01O conceito de “central multimídia” nasceu no primeiro PlayStation, sendo um console que além de games, rodava CDs de música. A partir dali, o conceito foi sendo expandido a cada geração até se tornar “central de entretenimento digital” com o PlayStation 3. A Microsoft também incorporava vários aspectos do conceito no Xbox 360, mas com o Xbox One ela foi além.

O novo Xbox incorpora um drive de blu-ray (presente no PS3) para assistir filmes em HD e integra toda a sua biblioteca digital em uma nova interface, mais intuitiva e comandada por voz e gestos a partir do Kinect 2.0 (peça integral presente em todos os Ones vendidos). Com um bom pedaço do seu hardware dedicado à manutenção dessa interface, é possível transitar entre diferentes jogos, vídeos e até mesmo programas de TV sem retornar a um menu principal ou sofrer períodos de loading. Sim, instantâneo.

O comando ‘Snap Mode’ permite que você execute duas aplicações simultaneamente na tela, como Skype e um filme ou um game e o Internet Explorer. Pois é, o Xbox One possui integração com vários outros produtos da família Microsoft, incluindo o Skype e Windows 8.

Xbox, watch TV!

novo xbox one

Assim como a Sony, a Microsoft pretende oferecer uma experiência personalizada. Para isso, o console exibe quais foram os últimos conteúdos consumidos, recomendações baseadas no seu histórico, tendências (trending) na Live e entre seus amigos, e guias com programação de TV que facilitam o seu acesso à programação relevante (útil para quem tem dezenas de canais a cabo).

Foi demonstrado um sub-menu com informações sobre o jogo da NBA que estava sendo exibido na ocasião, com rankings dos jogadores, tabelas de pontuação, entre outras coisas. A impressão que tive é de que a medida que a tecnologia for absorvida pelos produtores de conteúdo será possível acessar, por exemplo, comentário ao vivo, chatrooms ou mesmo uma hashtag oficial do programa no twitter. Muito se fala sobre interatividade na TV; ficou claro que o Xbox One quer protagonizar isso.

Kinect 2.0, SmartGlass, Live e o novo controle

Xbox One - Controller

Nessa geração, a arquitetura de um console não se limita às suas especificações de RAM ou espaço no HD. Com o Kinect sendo parte integral do Xbox One houve necessidade de aperfeiçoá-lo para tornar-se mais preciso. O Kinect 2.0 será capaz de detectar até mesmo pequenos movimentos nos pulsos, equilíbrio, energia colocada nos movimentos e até mesmo ler os seus batimentos cardíacos. Sensores de movimento não são mais um mistério, também, e a empresa defende que esta integração tornará mais fácil para desenvolvedores incorporá-los a seus games de forma inovadora.

Assim como o PS4, o novo Xbox apresenta um redesign para seu controle, mas nada tão drástico quanto o console da Sony. Durante a apresentação foi citado que houveram mais de 40 modificações no design, mas sinceramente as maiores mudanças que vi foram no D-Pad, nos triggers (L/R) e leves alterações na ergonomia do controle. Claro, ouvimos vários termos como ‘magnetic sensors‘ e ‘impulse‘ para os triggers, mas não há como falar a respeito sem testá-los. Em geral, parece um controle mais preciso e mais espaçoso que o anterior, mas sem novas funções incorporadas.

O SmartGlass foi um aplicativo lançado no ano passado que integra o Xbox 360, sua TV e seu Tablet/Smartphone numa experiência unificada entre duas telas. O Xbox One conta com o SmartGlass para ser parte fundamental da experiência do usuário. Por ser um aplicativo nativo, espera-se ver mais usos para ele. Aliás, ‘segunda tela’ é uma ideia que faz parte de todos os três consoles da nova geração.

Xbox - SmartGlass

E com tudo isso, temos a Xbox Live. A rede online do console da Microsoft, lançada em 2002 com míseros 500 servidores, hoje conta com 15 mil para hospedar milhares de jogos e entregá-los a milhões de jogadores ao redor do mundo. Com o lançamento do Xbox One, a empresa anunciou que esse número passa a ser de trezentos mil servidores, mais do que a capacidade computacional do planeta inteiro em 1999.

Com tanto poder de armazenamento e processamento em nuvem, será possível entregar uma experiência online ainda mais completa. Falo de uma rede capaz de determinar não só o que você joga ou quais Achievements você coletou, mas como você joga, quão frequentemente, etc. Essas informações poderão ser utilizadas para realizar matchmakings menos aleatórios e mais adequados conforme o seu estilo de jogo e o tipo de experiência que você busca. Além disso, será possível gravar, armazenar, editar e compartilhar suas partidas, embora nada tenha sido dito sobre transmissão online em tempo real.

Games usados e ‘Always Online’

Tão logo o console foi anunciado e dezenas de rumores se misturaram aos fatos, confundindo a cabeça de muitos (inclusive a minha). Felizmente pra vocês leitores, fui atrás de confirmar os principais deles e já antecipo: ambos são (parcialmente) falsos!

A questão dos games usados é um pouco confusa, mas resumindo: seus jogos só poderão ser vendidos para lojas parceiras da Microsoft, que integrem um sistema específico onde a empresa controla quando um jogador se desfez de um jogo para então ‘liberar’ o seu uso para outro. As lojas parceiras então podem revender o game a qualquer preço, desde que repassem parte do lucro para a Microsoft.

O jogador que comprar um game usado não precisará comprar uma nova licença

Ganham todos, menos os gamers e pequenos comerciantes. Afinal nós, gamers, teremos menos opções para nos desfazermos de jogos indesejados (bye bye TrocaJogo) e os pequenos comerciantes dificilmente terão condições de se enquadrar no novo esquema da MS.

Sobre o “Always Online“, na verdade o console precisa ser conectado “de vez em quando” por conta de toda a integração com a nuvem e manutenção dos sistemas de licença para jogos. Nenhuma fonte oficial confirmou o período, mas rumores apontam para uma vez a cada 24h ou uma vez por semana. O que foi confirmado, porém, é que será possível jogar offline SIM!

Se alguém tiver novas informações oficiais, por favor postem nos comentários!

E os Games?

Battle Field 4 - Xbox OneBom, houve apresentação do próximo Forza, alguns jogos da EA, um novo game dos produtores de Allan Wake e o próximo Call of Duty, mas muito pouco para tecer qualquer comentário extenso a respeito. Não foi o foco da apresentação, e por isso o console foi recebido com tantas críticas, mas o que foi apresentado foi interessante. Afinal de contas, aparte do Forza, nenhuma das franquias mostradas são de empresas conhecidas por explorarem o máximo do potencial de um console.

 
Se estabelecermos que Call of Duty e os jogos da EA serão a ‘média esperada’ dos gráficos e físicas da próxima geração como costumam ser na geração atual, estarei ansioso para ver o que desenvolvedores como Naughty Dog, Take-Two Interactive, Insomniac Games, Bungie e tantos outros farão.

É cedo para dizer quem vai vencer ou qual console oferece a melhor experiência, mas após uma E3 morna em 2012, a E3 2013 com certeza promete. Que venha a próxima geração!

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