Sobre o Dia da Toalha

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Sobre o Dia da Toalha

Não sei se essa coisa de “espírito nerd” já nasce com você ou vem sendo desenvolvido ao longo do tempo, mas desde de criança eu era estranhamente diferente… Não foi algo proposital. Nunca achei que havia necessidade de me enquadrar em qualquer tipo de esteriótipo pra ser aceita. Se eu não era aceita (Acontecia muito!) eu simplesmente deixava aquele grupo de lado.

Depois que cresci descobri determinadas peculiares características que definiriam um nerd (mesmo que muitos estudiosos do gênero não concordem com a existência de uma formula base). Numa análise rasa (já que sempre acredito que as coisas podem ser mais profundas) o nerd seria o cara (Sim! Ainda tinha um peculiar toque machista na situação. Mas não vou me deter nisso.) que é inteligente fora do normal, vidrado em games e/ou em algum tipo de nova tecnologia e antissocial. Como já disse, a coisa pode ser mais ampla, mas vou me focar só nesses pontos.

Dentro dessa gama de atribuições de um nerd fui bem sucedida em pelo menos duas delas quando mais jovem: gostar de games e ser antissocial (Até porque eu não vou dizer aqui que era um gênio, mas se a modéstia me permitir fui uma boa aluna na escola, fui laureada na graduação em engenharia, passei nas primeiras colocações do mestrado em universidade federal e ganhei bolsa de intercâmbio por mérito acadêmico. Sim, eu sou modesta!).

Dos games comecei a gostar quando meu irmão recebeu seu primeiro console de presente: um mega drive. Desde então aquilo virou algo para vida. Atualmente, confesso, tenho jogado bem menos do que gostaria. É o mal de quem tem muito para fazer e pouco tempo livre…  Mas jogo no celular. Estou na geração dos mobile games.

Sobre o problema social já fui o tipo de gente que não conseguia falar quando um grupo de mais de quatro pessoas estava por perto. Era algo que me bloqueava. Achava que ninguém queria minha opinião. E não, eu não me orgulho desse problema. Também não conseguia ir pra frente da turma fazer apresentações, por exemplo. Fiz muito esforço na época da faculdade pra melhorar isso. E se você tem esse problema é melhor começar a repensar a vida e se tratar. Quando resolvi mudar, sei que tem gente que tem problemas bem mais sérios que isso e precisa realmente de ajuda, comecei a ficar melhor… Até consegui ampliar meu circulo de amizades nos últimos anos (Agradeço ao Geek por ter ajudado nisso!).

Voltando, quando fiquei mais velha alguns começaram a falar que eu era nerd e estranhamente aquilo não me incomodou em nada. Talvez eu realmente fosse e aquele seria uma estrada que eu poderia caminhar. Ao contrario da geração dos anos 80 e começo da década de 90, que era aterrorizada com bullying por ser “estranho”, minha geração estava mais segura. Provavelmente pela popularização de seriados como The Big Bang Theory (2007-atualmente) que mostra um esteriótipo de nerd engraçado e cool, que tem vizinha loira “burra” gostosa, que todo “bazingueiro” quer ser.

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Enfim… Ser nerd ficou um pouco glamorizado de tal forma que a data de hoje (25/05), Dia da Toalha (ou Dia do Orgulho Nerd), já virou até notícia no jornal e no bizarro Encontro com Fátima Bernardes (aquele programa meia boca que acabou com a TV Globinho e os desenhos que passavam pela manhã #RIPTVGlobinho). Se até na TV o dia é lembrado não poderíamos deixar passar.

Hoje foi o dia de colocar a toalha no ombro e sair por aí mostrando que você sabe a importância e tem orgulho desse objeto. O que? Você não sabe? Pois só te digo uma coisa: Vá ler Douglas Adams.

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Douglas Adams e a “resposta para a Vida, o Universo e tudo mais”

 

Adams, falecido em 2001, escreveu uma série de livros fantástica que inicia-se com O Guia do Mochileiro das Galáxias. Por acaso a coleção conheci muito tarde, por volta de 2011, mas posso dizer que foi uma das melhores leituras que fiz em anos. O texto é repleto das melhores ideias, personagens e humor britânico do cara que até para Monty Python poderiam proporcionar. Toda a teoria por trás da importância da tolha e a resposta para a Vida, o Universo e tudo mais me deixaram incrivelmente orgulhosa do “espirito nerd”.

O Dia da Toalha é o dia em que os fãs do autor relembraram e homenageiam sua obra que foi tão especial e marcante. Pra mim, por exemplo, a relação com a toalha mudou totalmente depois de ler os livros. Uma história interessante pessoal sobre essa relação com a toalha é que todos os anos minha avó me presenteava com a uma toalha bordada e depois que descobri a real utilidade da mesma sempre imagino que no fundo, mesmo sem saber, ao me presentear com a tolha ela esta me guardando com a única coisa indispensável. Pode parecer bobo, mas é algo que gosto de sentir.

Então se você não conhece bem e tem curiosidade em entender um pouco mais sobre a mitologia criada pelo escritor vá ler o Guia. Não vai se arrepender. E vai uma dica pra vida.

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Cantora de ocasião, atriz de televisão, bailarina do Faustão, mas queria saber tocar violão. Sei que, às vezes, sou legal mesmo quando não estou dando mole.

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