A Menina que Roubava Livros | Resenha do livro

Livros e HQ

A Menina que Roubava Livros | Resenha do livro

Livro não se compra pela capa. Bem, não é exatamente assim. Devo ter uns quatro livros – e bons para minha surpresa – que foram comprados por serem atrativos, com imagens bem colocadas, um título em alto relevo e cores fortes em destaque. Caso alguém afirme que isso não importa, saiba que é apenas mais um sabichão. Acredite, se você teve um trabalho dantesco para escrever 50 páginas, pensar num título adequado, porque se esqueceria da capa? Pois bem, a obra A Menina que Roubava Livros foi escolhida pela capa.

Numa Alemanha nazista, entre 1939 e 1943, nossa jovem Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes e saiu viva. Entretanto quando a Morte resolve se interessar por uma jovem, no meio de tantos afazeres da guerra, você deve parar para ler. Ou pelo menos é isso que a mensagem de apresentação da nossa colecionadora de almas, tão afável em certos momentos, quis nos propor.

Primeiro, as cores. Depois, os humanos. Em geral, é assim que vejo as coisas. Ou, pelo menos, é o que tento. EIS UM PEQUENO FATO: Você vai morrer. Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.

O livro começa com um dos encontros de Liesel com a Morte. Durante uma viagem de trem ela presencia a morte de seu irmão mais novo e depois é largada na porta de Rosa, uma senhora ranzinza e Hans Hubermann após a partida da mãe. Na morte do irmão, ela viu a Morte pela primeira vez e também foi a primeira vez que roubou um livro. “O manual do Coveiro”. E assim, o desejo pelas palavras cresce, fazendo com que a menina procure novos meios de ter livros, afinal são partes da sua vida.

O que, por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história de um desses sobreviventes perpétuos — uma especialista em ser deixada para trás. É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas: Uma menina. Algumas palavras. Um acordeonista. Uns alemães fanáticos. Um lutador judeu e uma porção de roubos. Vi três vezes a menina que roubava livros.

Com a posse de Hitler e a guerra ganhando força, um jovem judeu aparece batendo a porta de número 33 da Rua Himel; onde nossa jovem e sua nova família surgem como figuras bondosas e não tão frágeis. Não espere encontrar uma história de final feliz, temos momentos de bondade, mas não um enredo gentil. Markus Zusak mostra o outro lado alemão em meio ao nazismo. Afinal, sabemos da crueldade e os trágicos destinos dos judeus, no entanto o livro destaque uma outra realidade: a vida sofrida dos alemães de classe baixa e que nada tinham a ver com guerra.

Continuar lendo
Publicidade

Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

Comments

Mais em Livros e HQ

To Top