Amazon inicia venda de livros físicos no Brasil e movimenta o mercado editorial

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Amazon inicia venda de livros físicos no Brasil e movimenta o mercado editorial

A Amazon, gigante das vendas norte-americanas já está presente aqui em teras tupiniquins desde 2012, porém vendendo exclusivamente e-books. Mas agora a empresa acaba de anunciar uma expansão que vem causado polêmica entre as editoras e livrarias: o início das vendas de livros físicos. E o catálogo já chega ao país com 150 mil títulos em língua portuguesa.

Por que tanta polêmica?

A Amazon possui uma estratégia de preços, catálogo e distribuição considerada por muito agressiva. Afirmam ter vendido milhões de títulos desde sua chegada ao Brasil, porém não divulgam dados sobre faturamento, clientes ou média de consumo. Mas o fato é que a discrepância entre os preços entre eles e seus concorrente é, de fato notável.

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O Country Manager da Amazon no Brasil, Alex Szapiro falou sobre as impressões da empresa sobre o público brasileiro:

Antes de entrar no mercado de impressos, quisemos entender o consumidor. A estratégia foi coerente. Não temos a crença de que o brasileiro não lê. Ao contrário. Para nós, o brasileiro se revelou um público apaixonado pela leitura.

E essa paixão brasileira pelos livros parece ter catapultado as vendas da Amazon. E de quebra, segundo Ednilson Xavier, presidente da Associação Nacional de Livrarias, expôs uma certa carência de livraria no país:

A entrada da Amazon no mercado brasileiro, no entanto, reflete toda uma demanda reprimida: o Brasil carece de livrarias, ainda temos índices de leitura baixíssimos. Espero que, de certa forma, isso possa contribuir para melhorar a situação.

O fundador do site PublishNews, Carlo Carrenho, especialista em notícias do mercado editorial, afirma que a chegada da Amazon é excelente a curto prazo, entretanto é preciso atentar para isso, pois a médio e longo prazo, o site pode acabar criando um monopólio.

Para os livreiros, chegou um concorrente muito forte, que vai ocupar uma fatia de mercado e talvez até consiga fazer esse mercado crescer. O problema é que a Amazon é tão eficiente que tende a se tornar um monopólio e virar um tubarão no mercado. No médio e longo prazo, é bom tomar cuidado para que não vire um monopólio. No curto prazo, é excelente.

Essa melhora no mercado a curto prazo é, segundo ainda Carrenho, devido ao simples princípio da concorrência. A Amazon não é só barata, é eficiente e isso subirá a barra na concorrência editorial brasileira.

Toda essa dança de preços só deve trazer dor de cabeça às livrarias e lojas brasileiras, pois nós, consumidores só temos a ganhar.

Outra classe que pode ficar despreocupada, pelo menos a princípio, é a dos escritores. Perguntado pela equipe do Geek Café, Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse e Filhos do Eden, afirmou que para os autores essa dança nos preços não traz impacto nenhum:

No caso dos meus livros, é normal as lojas fazerem essas promoções de tempos em tempos. Não sei dizer se haverá impacto. Até hoje nunca houve.

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Estudante de Jornalismo, baixista, amante de boa música e de bons livros. Nada melhor que ouvir um bom e velho heavy metal oitentista lendo um bom livro de fantasia/suspense.

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