As brumas de Avalon, A Senhora da Magia

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As brumas de Avalon, A Senhora da Magia

Acho que todo mundo conhece a história do Rei Arthur e do Mago Merlin, não é? Mas a história do livro As Brumas de Avalon de Marion Eleanor Zimmer Bradley não fala exatamente sobre isto, e sim do mundo místico pagão, da Bretanha, dos encantamentos e de muitas especulações em torno da história de Arthur, sua família e seus cavaleiros.

Alô aulinha de história para compreender o livro: Conhece a Bretanha? É um dos meus lugares favoritos. Lá tivemos parte da batalha de Azincourt, tivemos os celtas e seus símbolos triskles (ou triskeles) e possivelmente Rei Arthur! É uma região pequena da França que tem influência celta e saxônica. No início da Idade Média, a Bretanha foi dividida em três reinos – o Domnonée, a Cornualha, e o Bro Waroch – foram incorporados ao Ducado da Bretanha.

Bradley mostra no livro um, A Senhora da Magia, com as mulheres a força, sempre abdicando de suas vontades para fazer parte de algo maior. Há um conflito entre a religião pagã, que é cultuada pelo povo de Avalon, e o cristinanismo que está começando a surgir na Bretanha. Por favor, não venha me dizer que estou sendo feminista, apenas estou lhe dizendo que nesse mundinho medieval perdido por Deus, as coisas eram diferentes. Na antiga religião de Avalon, o homem, o patriarcal não era o centro do universo e esta é uma parte do conflito do livro, afinal é um dos pontos que o cristianismo mais condena:

“ O destino da mulher era de ficar sentada em casa, no castelo ou na cabana – havia sido assim desde a chegada dos romanos. Antes disso, as tribos celta seguiam os conselhos de suas mulheres, e mais ao norte existia uma ilha de mulheres guerreiras que faziam armas e ensinavam os chefes a usá-las…”

A grande força femina é demonstrada por Viviane, uma sacerdotisa de Avalon, que dedica toda a sua vida aos pedidos da deusa. Viviane é irmã de Igraine e Morgause, que embora tenham o sangue real de Avalon, vivem no castelo com Gorlois que é casado com Igraine. Juntos têm uma filha chamada Morgana e Arthur, o caçula. E a partir do nascimento do menino, começa a aventura de Morgana com as sacerdotisas e seus ensinamentos.

"Houve um tempo em que um viajante, se tivesse disposição e conhecesse apenas uns poucos segredos, poderia levar sua barca para fora, penetrar o Mar do Verão e chegar não ao Glastonbury dos monjes, mas à ilha sagrada de Avalon; isso porque, em tal época, os portões entre os mundos vagavam com as brumas, e estavam abertos, um após o outro, ao caprixo e ao desejo do viajante."

As Brumas de Avalon não é uma obra muito recente, é do final da década de 70, mas se tornou um clássico atemporal que merece um lugar na sua estante. Leia o livro com mente aberta, as descrições dos rituais pagãos são riquíssimas e encantadoras. Temos o costume de ver o novo com receio, talvez choque um pouco, mas lembre-se que a religião pagã é como qualquer outra cultura e nada tem a ver com o satanismo. As druidas não são bruxas ou feiticeiras, são apenas mulheres que cultuam sua deusa, assim como o cristianismo cultua seu único Deus. É um ensinamento sobre as forças da natureza, da ajuda mútua de todos, homens ou mulheres em suas comunidades e principalmente sobre a criação da lenda de Arthur, antes mesmo deste se tornar rei.

 

As brumas de Avalon – A Senhora da Magia

pode ser encontrado por

R$ 33,90 no Submarino.

As Brumas de Avalon Livro 1

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Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

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