Batman – O Filho do Demônio: graphic novel conta a origem de Damian, o filho do morcego

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Batman – O Filho do Demônio: graphic novel conta a origem de Damian, o filho do morcego

Boas histórias são como o vinho: ficam melhores com o passar do tempo.

Batman: O Filho do Demônio é uma dessas histórias. Publicada originalmente em 1987 (e em 1989 no Brasil), a HQ escrita por Mike W. Barr com arte de Jerry Bingham é uma das melhores do morcego de todos os tempos e que graças a Odin a Panini está republicando.

Batman_filho_do_demonio-07_1O Batman retratado na HQ remete àquele reformatado por Denny O’Neil nos anos 70 – até os desenhos de Bingham lembram os do mestre Neal Adams: ágil, analítico, frio quando precisa ser, monossilábico e eficiente. A história começa com uma sequência inesquecível em uma indústria química. Um violento grupo terrorista invade o local e faz reféns. A polícia chega, mas as negociações não avançam. Até que o morcego intervém ao seu modo: como um ninja, ele entra no local sem ser percebido, mistura-se às sombras e, aos poucos, silenciosamente, vai dominando os terroristas um a um.

Depois de tudo resolvido tem uma cena ótima quando Batman, no melhor estilo Seu Lunga, impede que um médico cuide dos ferimentos de um terrorista, mandando-o atender primeiro uma refém grávida dizendo “aquela mulher tem mais direitos do que ele (o terrorista)”.

batman-taliaMas o mote da trama é centrada em Ras’Al’Ghul, o mais instigante oponente do morcego. Para enfrentar um inimigo comum (o eco-terrorista Qayin), Ras pede ajuda ao Batman. O morcego aceita e parte no encalço do vilão junto a Ras e Talia, sua filha – uma paixão mal resolvida do herói. Durante a missão, os dois reatam o romance e tem uma noite de amor.

O resultado é: Talia engravida (cadê bat-camisinha?). A notícia de que vai ser pai muda o homem-morcego, que vê a possibilidade de largar a vida de herói para ter uma família. Mas… de que maneira essa decisão impacta a missão de salvar o mundo de Qayin?

Durante muito tempo essa HQ foi alvo de polêmica. E aí, afinal, ela fazia parte da cronologia oficial ou não? Qual o impacto de um filho para a carreira do Batman? Diante disso, a DC Comics avisou que a HQ não fazia parte da cronologia e que era uma história da linha Elseworld (no Brasil, Túnel do Tempo), passada numa realidade alternativa.

BATMAN-o-filho-do-demônioE assim foi até que em 2006 o maluco do Grant Morrisson resgatou o filhote do morcego do limbo e lhe deu um nome: Damian, treinado na arte de matar por Talia e pela Liga das Sombras. Mas essa é outra história.

Mike W. Barr nos dá um Batman mais humano, que chega a pensar em desistir de carregar o fardo de vingar eternamente seus pais – e esse é uma dos grandes achados dessa HQ imperdível.

A Panini não economizou nesse relançamento: 88 páginas em papel couchê, capa dura, formato 20,5 X 27,5 e custando a bagatela de R$ 17,90 nas bancas. Vale cada centavo! Eu tenho a edição da Editora Abril, mas essa aí não vai escapar.

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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