Corporação Batman: o Morcego decide enfrentar o crime em todo o planeta!

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Corporação Batman: o Morcego decide enfrentar o crime em todo o planeta!

Que Batman é o melhor e maior super-herói de todos os tempos todo mundo já sabe (mal aê, Superman).

O morcego é um personagem tão foda que funciona em qualquer ambiente onde é jogado. Ele já foi pirata e samurai, já apareceu na época da Lei Seca norte-americana, no século 19 (enfrentando nada mais nada menos do que Jack, o Estripador), no futuro e no velho oeste – e, claro, já deu um pau no Superman.

Mesmo sem superpoderes, Batman não arrega diante de inimigos mais poderosos do que ele, como o vilão Darkseid, que aparentemente causou sua morte na saga Crise Final. Na verdade, ele não tinha morrido e voltou para retomar seu manto.

Depois de sua volta e diante do aumento da criminalidade em escala global, o morcego acha que deve assumir uma posição mais pró-ativa e decide recrutar outros heróis pelo mundo afora. Daí nasce a Corporação Batman. Bruce Wayne revela à imprensa que durante todos esses anos foi o financiador das atividades do Batman (nessa parte ele deve ter pensado ‘trollei!’) e que vai ampliar essa ajuda.

Claro que essa idéia só poderia sair da cabeça maluca de Grant Morrison, um dos mais criativos escritores de quadrinhos da atualidade. O escocês provoca reações extremadas de amor e ódio por parte dos leitores. Mas uma coisa é certa: por onde passa ele deixa sua marca nos personagens – fez isso com o Homem-Animal, com a Liga da Justiça, com os X-Men e com o Superman, na aclamada e premiada mini-série Superman All-Star.

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Não seria diferente com o Morcego. A idéia de colocar um herói introspectivo como Batman, sempre avesso a exibições e publicidade, à frente de uma cruzada global em busca de super-heróis de outros países é simplesmente genial porque causa uma reviravolta nos conceitos do personagem. São coisas assim que mexem com os fãs.

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Esse é o grande achado dessa série regular, que tem seus primeiros cinco capítulos publicados nesse encadernado lançado pela Panini (Corporação Batman, 128 páginas, R$ 15,90, arte de Yanick Paquete) e que vale muito a pena ler, mesmo para quem não acompanhou as sagas anteriores.

Nas cinco hq’s, vemos Batman indo ao Japão procurar o herói Sr. Desconhecido (com a ajuda da sensual Mulher-Gato, em quem ele dá uns pegas), numa história que brinca até com a atração dos japoneses por tentáculos + mulheres; à Argentina, para encontrar El Gaucho (hahahaha) e é envolvido num esquema onde tem que lutar contra o herói dos Pampas; e à África, para ajudar Batwing, operativo da corporação no continente.

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Morrison ainda acha tempo para resgatar a Batwoman original, Kathy Kane, num flashback que ainda traz Ás, o Cão-Morcego – personagens de uma época onde a bizarrice era uma constante no universo do Morcego. Divertidíssimo.

Mas aqui o autor cometeu um auto-plágio: a idéia do Batman de abrir filiais em diversos países já foi usada por ele mesmo no período em que esteve à frente dos X-Men, da Marvel. Em um dos arcos de histórias, o Prof. Xavier decide usar sua fortuna para abrir diversas filiais da Escola Xavier para Jovens Superdotados pelo mundo afora e ajudar os mutantes. Safadinho, esse Morrison.

Ação, vilões bizarros, tramas alucinadas e situações inusitadas são os ingredientes dessa série que daqui prá frente só faz melhorar – no próximo volume, por exemplo, Batman reúne todos os membros da Corporação para enfrentar um misterioso e poderoso inimigo chamado Leviatã. Imperdível.

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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