Resenha: Eragon de Christopher Paolini

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Resenha: Eragon de Christopher Paolini

"Trilogia da Herança" conhece? Foi uma recomendação e posso dizer que bastante agradável, caso não recorde de nada, podemos chamá-lo de Eragon para ajudá-lo a lembrar, nem que seja o filme ( este eu digo que não me agradou em nada, talvez as músicas, mas só). Eragon é na verdade a parte um de uma trilogia criada pelo norte-americano Christopher Paolini, que o escreveu com seus quinze aninhos e isto é um dos motivos que faz com que o livro se torne interessante, porque temos o crescimento do autor com seus livros.

Mas não se engane em achar que não tem nenhuma referência, até porque como todo jovem ele foi influenciado por nada mais e nada menos do que J.R.R. Tolkien de "Senhor dos Anéis" e é como se na história tivéssemos um Frodo mais corajoso, mais destemido no estilo Rock Balboa. A história é contada de forma muito simples, com descrições geográficas e de seres mitológicos. Às vezes percebi que as características dos personagens principais não eram acrescentadas e tornou um pouquinho entediante em alguns momentos. Não é por falta de experiência, acho que Paolini foi contagiado por uma doença grave "a síndrome da trilogia".

Todas as brechas da história são deixadas para serem resolvidas nos volumes seguintes, o que não tornou algo frustrante pra mim. Mas é o seguinte: Eragon é um rapaz simples, criado numa pequena aldeia por seus tios. Vivia caçando pequenos animais, apesar das proibições que existiam quanto a pegar os animais dos nobres. Numa dessas caçadas ele encontra uma pedra enorme e azul, e que pouco depois se prova um ovo e nasce dela um pequeno dragão chamado Saphira. A época dos cavaleiros já tinha acabado, o mal triunfara e nenhum dragão tinha sido visto, além do dragão do rei, mas finalmente mais um dragão surge e com ele seu jovem cavaleiro. E assim começa a história da peregrinação e treinamento de Eragon por Bronm em busca dos assassinos de seu tio, a sua fuga por conta do rei e a constante busca ajuda para derrotá-lo.

Para escrever "Eragon", Paolini tomou Tolkien como principal referência na criação de línguas diferentes para construir as culturas dos povos, mas diferente do nosso mestre, Paolini não fez uma língua inteira (como a dos elfos, por exemplo), mas adotou o norueguês antigo com algumas adições. Alguns personagens como os temíveis soldados RaŽZac lembram bastante os servos de Sauron em "O Senhor dos Anéis". O espectro Durza, é uma espécie de Saruman. Até mesmo o filme Guerra nas Estrelas aparece no enredo do livro, pois Os Cavaleiros de Dragões, responsáveis pela paz e justiça, lembram muito ( eu não disse que são) os nossos queridos Calaveiros Jedi ( seus lindos) de George Lucas e por sua vez, o mentor de Eragon, Brom cumpre papel semelhante ao mestre Obi-Wan Kenobi e claro, Eragon seria Luke Skywalke.

A narrativa tem cenários belíssimos e personagens fortes, como Shapira. O amadurecimento vem com os outros livros ( Eldest, Brisingr e Inheritance) e entrou na minha prateleira de favoritos. A Rocco, editora, manteve a capa original e o mapa das terras também foi bem desenhado. Acho complicado classificar um livro como infanto-juvenil, juvenil e adulto até por conta das livrarias, aonde a gente encontra a obra de Senhor dos Anéis na parte infantil e vampiros brilhantes na parte de adultos, são coisas que não fazem sentido. Para mim Eragon é uma literatura leve, feita para qualquer idade, para pessoas curiosas e dispostas a embarcar num mundo aonde dragões e cavaleiros existam.

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Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

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