Inferno (Dan Brown) – Resenha

Livros e HQ

Inferno (Dan Brown) – Resenha

Inferno é a quarta obra da série de mistérios em torno do simbologista Robert Langdon. Dan Brown alcançou reconhecimento mundial graças ao personagem carismático em Código da Vinci,  posteriormente conseguiu mais sucesso com o filme homônimo protagonizado por Tom Hanks e também a segunda parte, Anjos e Demônios. Apenas Símbolo Perdido ficou de fora da lista de “Best Seller”, mas Inferno já teve os direitos comprados para o cinema.

O título saiu no Brasil pela Editora Arqueiro, com tiragem inicial de 500.000 exemplares. Brown já vendeu mais de 150 milhões de exemplares em mais de 50 idiomas, 4,7 milhões no Brasil. O preço em formato digital é de 24,99 reais e impresso 39,90 reais – com 448 páginas.

Dan-Brown-Inferno-book-001

Depois de um pesadelo assustador,  desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, o renomado professor Langdon toma um susto ao olhar pela janela e reconhecer o Palazzo Vechio que fica em Florença! Ele não tem a menor ideia de porquê foi internado e nem de como chegou ou o que significa objeto escondido num bolso oculto do seu paletó encontrado pelos médicos. Sua última lembrança é de ter participado de um congresso em Havard. Só que isso aconteceu 36 horas antes!

dan-brown-inferno-tour-locations-of-florence-cover_1 (1)

Depois de sofrer um novo atentado contra sua vida no hospital por uma mulher de cabelos espetados, ele se vê obrigado a fugir e conta com a ajuda da jovem Dra. Sienna Brooks para juntar as peças desse quebra-cabeças de seus sonhos e do objeto misterioso, um minitubo de metal com lacre biométrico e o ícone de risco biológico gravado na lateral.  Langdon e Sienna descobrem uma ligação em comum entre as imagens dos sonhos do professor com uma obra-prima da literatura: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Langdon deu um passo à frente, em direção ao rio, mas então viu que as águas, além de ensanguentadas, eram profundas demais para que ele as atravessasse. Quando tornou a erguer os olhos para a mulher de véu, os corpos aos seus pés tinham se multiplicado. Eram agora centenas, milhares talvez, alguns ainda vivos, contorcendo-se de agonia, padecendo mortes inimagináveis…

Langdon não se arrisca a abrir o tudo e procura o consulado dos Estados Unidos, quando então descobre o governo americano destacou alguém para persegui-lo e matá-lo. Quando já não sabe mais o que fazer, Langdon encontra a primeira pista que o ajudará a descobrir o que está acontecendo: a imagem do Mapa do Inferno, de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no Inferno, de Dante Alighieri.

geek-balao-dante

Os personagens secundários sempre chamam mais atenção na obra de Brown. Novamente ele usa a fórmula de mistério, somado com referências artísticas e uma personagem fantástica de um intelecto invejável (além da beleza).

Alta e graciosa, a Dra. Brooks se movia com a desenvoltura assertiva de uma atleta. Mesmo com aquela roupa folgada, conservava uma elegância esguia. Por mais que Langdon não percebesse nenhum traço de maquiagem, sua pele tinha uma suavidade incomum, a única mácula era uma pinta minúscula logo acima dos lábios. Os olhos, de um tom castanho suave, pareciam estranhamente penetrantes, como se houvessem testemunhado experiências de rara profundidade para alguém tão jovem.

Conseguir capturar uma parte da Divina Comédia e sobrepor ao caos contemporâneo da superpopulação é uma discursão interessante ao enredo. A solução lançada pela obra não é nada praticável, obviamente por se tratar de uma ficção, mas os alertas para os efeitos desse crescimento desenfreado e em consequência do consumo de bens e materiais é uma boa crítica do autor.

Antes de tudo, tenho que assumir que não sou completamente fã e apaixonada por suas obras, mas gosto do seu modo de escrita meio policial com referências histórias, ligando obras-primas ao contexto comum. Inferno não é tão bom quanto O Código da Vinci ou Anjos e Demônios, entretanto é uma leitura agradável.  Ainda assim, não é daqueles livros que você vai  guardar ao lado da cama e indicar sempre aos amigos por conta do desfecho não tão bom, mas vale a pena se você gosta de mistérios e história da arte.

Em meio às silhuetas de torres e domos, uma fachada em especial se destacava em seu campo de visão. A construção era uma imponente fortaleza de pedra, com ameias no parapeito e uma torre de mais de 90 metros, que ficava mais larga perto do topo projetado para fora, também com ameias munidas de balestreiros.

Na verdade, a “arte” com Brow é até fácil de compreender, graças as repetições e suas minutas. Não vais navegar num mundo fantástico, nem embarcar em Sherlock Homes, entretanto vai achar um bom gostinho italiano repleto de detalhes históricos, como se estivesse num filme noir.

Alguns podem comparar o modo de escrita do americano com a de Paulo Coelho, ao flertarem com grandes clássico, batendo na porta de escritores célebres. Além de seus gostos por deixar a narrativa um tanto mastigadinha, mas com aquela pegada de “veja bem, tem mais detalhes do que aparenta”. Apesar da semelhança, Brown consegue ser mais alegre para nossa leitura e dedicar-se mais a um ponto impactante de uma obra, sem receios.

Ficou interessado em compraro livro? Compre nas lojas que recomendamos:

 

 

 

Obs: Quando você compra pelos links que recomendamos, contribui para o crescimento do blog. wlEmoticon smilewithtongueout Sony Microsoft GTA V Gamescom EA Games  Dois pra Cima #09 – Promoção GTA V, Gamescom e os lançamentos da semana

Continuar lendo

Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

Deixe seu comentário!

Mais em Livros e HQ

Publicidade

Artigos mais vistos

Publicidade
To Top