Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína dos quadrinhos

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Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína dos quadrinhos

O Superman surgiu em 1938 e inaugurou um gênero nas histórias em quadrinhos. Dois anos depois, centenas de personagens similares ocupavam as bancas de jornal com seus uniformes coloridos, vilões caricatos e aventuras simplistas. Todos homens.

As mulheres faziam parte das histórias, mas ocupando um papel secundário – eram namoradas, sobrinhas, secretárias ou amigas dos  personagens principais e viviam sendo sequestradas pelos vilões, tropeçando e caindo, prontas para serem salvas pelos seus heróis. Até que William Moulton Marston criou a Mulher-Maravilha.

Psicólogo, teórico feminista e inventor do polígrafo, Marston achou que a mulher merecia um papel mais ativo nas histórias em quadrinhos, mostrar o seu potencial como super no mundo dos homens – afinal, na vida real, elas começavam a entrar no mercado de trabalho, indo além de seu tradicional papel de dona de casa e rainha do lar. Em pouco tempo, com os EUA na Segunda Guerra Mundial, elas passariam a ser uma importante força de trabalho quando seus maridos fossem lutar no front.

Criada em 1941, a Mulher Maravilha fez sua primeira aparição na revista All Star Comics #8 e foi a primeira super-heroína num cenário totalmente dominado por homens musculosos de roupa colante colorida. Diana de Themyscera é uma guerreira amazona (Marston se inspirou na mitologia grega) que vive na Ilha Paraíso, habitada apenas por mulheres, longe do patriarcado. Ela vem ao mundo dos homens como embaixadora de seu povo e aqui se depara com o mal, a injustiça e a violência. Então, decide ficar para ajudar os homens a encontrarem o caminho do bem.

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As hq’s de Diana passaram por diversas fases (numa ela até perdeu seus poderes e virou uma espiã). É uma das fundadoras da Liga da Justiça, sua origem foi recontada inúmeras vezes e ela se tornou parte da tríade clássica da DC Comics, junto a Superman e Batman.

Fora dos quadrinhos, a Mulher-Maravilha tornou-se um sucesso mundial por conta do seriado live-action exibido de 1975 a 1979, protagonizado pela Miss Mundo EUA Lynda Carter, que ficou eternizada pelo papel. O seriado é bastante fiel à origem da personagem nos quadrinhos.

fbfaba4418Não tenho acompanhado as atuais aventuras de Diana, mas as últimas hq’s que li antes do reboot da DC eram excelentes. Ela atuava como embaixadora de seu povo, as Amazonas, na ONU e continuava fazendo parte da Liga da Justiça. Frequentemente suas histórias abordavam temas ligados à participação da mulher na sociedade. Recentemente, a DC Comics mudou o visual da personagem, tirando seu maiô e a vestindo com calças compridas e uma blusa mais comportada, causando revolta em alguns fãs masculinos (claro).

Depois da MM, diversas super-heroínas deram o ar de sua graça nos quadrinhos, mas nenhuma chega perto de Diana de Themyscera, com todo respeito às demais mulheres de uniforme colante colorido. Agora, só falta a  Warner/DC tomar vergonha na cara e fazer um filme da amazona ao invés de ficar perdendo tempo tentando produzir uma nova série de TV.

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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