O Diário de Anne Frank por ela mesma

Livros e HQ

O Diário de Anne Frank por ela mesma

Alguns momentos sombrios ainda permanecem tão vivos na história e de certo modo nos agradam, pois violência, guerras e mortes sempre impressionaram os olhos. Uma coisa é estar presente no momento, à outra é ouvir relatos. Há aqueles que são apaixonados fervorosos pela Segunda Guerra Mundial, creem nos 60 diários de Hitler e não vejo nada de mal em querer aprender o que fomos capazes de fazer nesses acontecimentos. A nossa ignorância pode ser uma benção, por isso, cuidado se você realmente deseja ouvir aqui que tem culpa desse mundo maluco. Resolvi mostrar a outra face da guerra, vista com uma menininha real e seu Diário de Anne Frank.

"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa…"

Talvez você não tenha olhado direito, mas Anne está em todo canto, no filme Escritores da Liberdade ou em Preciosa, nos livros de história da escola e até mesmo em cartões postais. Histórias de pessoas realmente boas e com carácter deveriam ser contadas mais vezes. Em 3 de abril de 1946, o mundo viu a tragédia de Anne, num artigo chamado Kinderstem – "A voz de uma criança" – publicado no jornal holandês Het Parool com os trechos da vida da menina que viraria um dos símbolos do Holocausto:

Papel tem mais paciência do que as pessoas. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida.

O Diário fala da vida em Amsterdã, de todos do esconderijo, de Peter e dos seus momentos mais íntimos. Seu pai era oficial condecorado que lutou no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial, mas em 1934 precisou fugir com a família devido ao crescimento do Nazismo. No dia 12 de junho de 1942, aos 13 anos, Anne ganhou um livro para autógrafos, mas usou imediatamente como diário, onde passou a registrar as dificuldades dos judeus e ainda mesclando com fatos de uma adolescente.

Hoje de manhã, fiquei na banheira pensando em como seria maravilhoso se eu tivesse um cachorro como Rin Tin Tin. Eu também iria chamá-lo de Rin Tin Tin e o levaria para a escola; lá, ele poderia ficar na sala do zelador ou perto dos bicicletários, quando o tempo estivesse bom.

Esse sentimento agoniante de amor por alguém desconhecido é o símbolo maior do Diário. Quando a jovem Anne com seus 15 anos foi levada ao campo de Auschwitz, na Polônia, torcemos por dias melhores. O meu recado sobre este diário incrível, ela mesmo nos contou:

Todos vivemos sem saber porquê e para quê. Todos procuramos ser felizes. Todos vivemos de modo diferente e, no entanto, somos todos iguais.

No mês de julho de 1942, a família Frank recebeu a notícia de que seria obrigada a se mudar para um campo de trabalhos forçados. Para fugir desse destino, a família transferiu-se para um esconderijo no prédio onde funcionava o escritório do pai.

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Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

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