Resenha: Viagem ao Centro da Terra

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Resenha: Viagem ao Centro da Terra

Hoje é quinta com gostinho de sexta! Achei melhor dar uma passadinha nos clássicos, bateu saudosismo e por isto, vamos ao meu querido livro: Viagem ao Centro da Terra, afinal, sou uma verniana e você?

Ao publicar sua primeira novela em 1862, intitulada Cinco semanas em um balão, o escritor francês Júlio Verne conseguiu lançar a curiosidade nos leitores, porque a verdade é que em suas narrativas de viagens fantásticas o autor nos prende com está questão: realidade X ficção. Aproveitando da fama e do dinheiro garantido, lançou dois anos depois, em 1864, A Viagem ao Centro da terra.

A história começa na Alemanha e é narrada por Axel, um adolescente que vive com seu tio, Otto Lidenbrock, um cientista apaixonado pela mineralogia. Um dia seu tio comprou um livro num sebo judeu sobre a crônica dos príncipes noruegueses que reinaram na Islândia e lá tinha um pergaminho que mais tarde seria o código, resolvido por Axel e depois por seu tio com as instruções para se chegar ao centro da Terra:

"Mas meu tio não deu importância as minhas palavras e ensinou-me contra a minha vontade, coisas que eu não fazia a menor questão de saber. As Runas – continuou – eram caracteres de escrita empregados outrora na Islândia, que, de acordo com a tradição, foram inventados pelo próprio Odin! Olhe, admire, ímpio, esses tipos procedentes da imaginação de um Deus! Como não sabia como ia responder, ia me prosternar, que era uma espécie de reação que deve agradar tanto aos deuses quanto aos reis, pois tem a vantagem de nunca embaraçá-los, quando um incidente desviou o curso da conversa. Foi o surgimento de um pergaminho imundo, que escorregou do livro e caiu no chão. "

Para a frustração de Axel, seu tio resolve embarcar nesta viagem a Islândia, levando obviamente ele (sobrinho-aprendiz). A entrada para o centro da Terra estaria em um vulcão inativo, na Islândia, e é para lá que os dois vão, acompanhados de Hans, o guia. Muitas surpresas surgem aos três viajantes, e a cada passo que dão descobrem mais erros sobre as teorias afirmadas pela ciência a respeito do mundo subterrâneo. Preso aos mínimos detalhes, Axel registra todos os momentos da aventura. Após muita caminhada, túneis e perdas, os três descobrem uma câmara descomunal muito abaixo da superfície, onde existem plantas e animais pré-históricos, um mar gigantesco e uma espécie de céu formado pelo teto da caverna, coberto de nuvens e iluminado por um estranho efeito elétrico.

Journey_To_The_Center_Of_The_Earth

O mais surpreendente desta narrativa de Verne é a ironia de ter um mundo bem abaixo de nós e o qual a ciência nem suspeitaria, pois esta continua fadada a ser fechada em muitas teorias e considerar excêntrico, para não dizer ridículo e impossíveis qualquer contestação de tais leis, como o próprio Axel faz em alguns momentos. Uma crítica suave de Verne aos cientistas, mas não exatamente ao gênero, e sim todos que não possuem mais a capacidade de ter curiosidade, de imaginar além, e isto vale para qualquer pessoa.

Alguns dizem que comparada as outras obras (Vinte Mil Léguas Submarinas e Volta ao Mundo em 80 Dias ) este livro deixa a desejar, mas como eu sempre me pego defendendo os autores, digo que estão errados em afirmar isto, mesmo não sendo o meu favorito também, este livro é uma mudança no formato das narrativas (vale lembrar que Verne é da mesma época genial que Victor Hugo –Os Miseráveis e O Corcunda de Notre Dame– e Alexandre Dumas – O Conde de Monte Cristo e Os Três Mosqueteiros). É uma das leituras mais interessantes e maravilhosas que pude ter, aonde a descoberta de mundo se torna empolgante a cada virada de página, é uma aventura romântica que no final da obra você vai entender e dizer que também é um verniano de carteirinha.

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Tem a mesma profissão de Clark Kent, mas sonha em ser Bruce Wayne. Espera até hoje o final de Caverna do Dragão, sua convocação para Hogwarts e ser chamada para lutar na Terra Média!

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