Thor – Em Nome do Pai | Resenha e Vídeo

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Thor nunca foi um personagem fácil. Poucos escritores acertaram a mão ao escrever suas HQs.

Particularmente, eu gosto muito da fase inicial de Stan Lee, Larry Lieber (irmão de Stan) e Jack Kirby, mas depois deles só considero a fase de Walt Simonson, que escreveu e desenhou o herói de 1983 a 1987 e nos presenteou com histórias memoráveis, como a Saga de Bill Raio Beta e a Saga de Surtur.

Simonson apostou na mitologia nórdica para rechear seus roteiros. Mesmo sendo lidas hoje, trinta anos depois, essas HQs ainda são simplesmente geniais!

Com mais baixos do que altos em sua trajetória, o Poderoso Thor teve sua revista descontinuada em 2004 – fato inédito para um personagem do primeiro escalão.

O personagem ficou de fora de eventos épicos como Guerra Civil, por exemplo. Só em 2007 a Marvel retomou as aventuras do Deus do Trovão pelas mãos do escritor J. Michael Straczynski, com arte de Olivier Coipel e Marko Djurdjevic.

E Straczynski fez um excelente trabalho, devolvendo ao mitológico herói toda a nobreza perdida.

Thor - Em Nome do Pai #600

Thor – Em Nome do Pai (Panini, 200 páginas, couché colorido, capa dura, R$ 52,00) é o segundo volume a compilar esta fase memorável do personagem. A primeira parte – Em Busca dos Deuses, edições 1 a 6 da revista Thor – saiu tanto na coleção Marvel Deluxe da Panini quanto na coleção Graphic Marvels da Salvat e é preciso ler o volume anterior para entender o que aconteceu até aqui.

Resumindo: depois do Ragnarok, onde todos os deuses sucumbiram, Thor é revivido. Sua missão agora é resgatar todos os asgardianos da morte e reconstruir Asgard. Aos poucos, Thor reúne seus súditos e amigos e reergue a cidade dourada em pleno solo norte-americano, o que causa um confronto político sem precedentes.

A melhor coisa do primeiro volume é o cacete federal que o filho de Odin dá num arrogante Homem de Ferro. E o motivo é um acontecimento lá da saga Guerra Civil (que eu não vou contar porque posso estragar o acontecimento para quem não leu). Além disso, o asgardiano começa a se envolver em questões terrenas, como guerras civis, e questiona seu papel em Midgard.

O volume atual compila as edições 7 a 12 e a edição 600 e fecha um arco. Depois de se estabelecerem na pequena cidade de Broxton, os asgardianos convivem harmoniosamente com a população local. Thor, exaurido, entra no sono de Odin para recuperar suas forças.

Decidido a descobrir porque seu pai não retornou dos mortos, Thor o encontra no limbo, duelando eternamente com o demônio Surtur. Ao ajudar o pai, descobre o porquê do velho deus não poder retornar ao mundo dos vivos.

Loki, agora numa exuberante forma feminina, continua suas artimanhas para tomar o reino de Asgard. Para isso, empreende feitiços e estratagemas que podem destruir o legado do seu irmão, além de contribuir para uma importante revelação sobre o passado misterioso do nobre Balder. Há ainda um tocante capítulo onde Thor presta uma homenagem ao homem que mais respeitou na Terra e que agora está morto – que também não vamos revelar quem é para não estragar para quem ainda não leu Guerra Civil.

Nessa fase, o alterego de Thor, o doutor Donald Blake, retorna. E é nessa forma que ele tenta se explicar a uma furiosa e magoada Jane Foster. A DR dos dois é muito boa de ser ver.

Por fim, o filho de Odin é forçado a combater um desmemoriado Bor, seu avô paterno, que acorda da morte em plena Nova Iorque e inicia uma gigantesca destruição. Poderá o Deus do Trovão sobreviver ao poder do seu ancestral? Com os Vingadores de Norman Osborn para atrapalhar, sobreviver vai ser difícil…

Straczynski alterna passagens extremamente calmas e interessantes, como a relação dos asgardianos com os moradores de Broxton (que tem até um inusitado casal, o caipira Bill e a deusa Kelda) e as picuinhas políticas do impacto de uma cidade mitológica flutuando em pleno território americano, com grandiosas cenas de batalhas. Nos dois casos, o escritor conta com o auxílio luxuoso do francês Olivier Coipel e sua arte de linhas extremamente elegantes. Há ainda duas histórias com desenhos do alemão Marko Djurdjevic, também muito bom, mas que não tem a classe de Coipel.

Se você não conhece muito do personagem, esses volumes são excelentes para um começo. Agora, é esperar que a Panini continue publicando com regularidade as próximas histórias dessa saga – a sequencia promete: Loki recebe uma proposta para transportar a cidade de Asgard para o leste europeu, mais precisamente… na Latvéria!

E a dica continua: este volume está em promoção em diversas lojas online, com preços bem abaixo dos R$ 52,00 oficiais.

NOTA: cinco canecas de café com leite e canela

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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