X-O Manowar: Quadrinhos do Universo Valiant chegam ao Brasil

X-O Manowar - quadrinhos do Universo Valiant chegam ao Brasil

Livros e HQ

X-O Manowar: Quadrinhos do Universo Valiant chegam ao Brasil

Uma das melhores coisas do atual mercado brasileiro de quadrinhos é a diversidade de gêneros, formatos e nacionalidades convivendo nas bancas, livrarias, sites e comic shops de todo o país.

Do renovado quadrinho nacional ao popular universo dos super-heróis, passando pelo quadrinho europeu, as editoras tem investido fortemente nesse segmento e a concorrência nunca esteve tão acirrada. Nós, leitores, agradecemos (e nossos bolsos reclamam)!

Falando em super-heróis, é lugar comum achar que nos EUA só existem duas editoras de quadrinhos – Marvel e DC – e que os norte-americanos só lêem hq’s de pessoas usando colante colorido. Atualmente, cerca de 200 editoras publicam quadrinhos por lá. Haja diversidade! Nesse meio, algumas são bem obscuras e outras se destacam.

A Valiant Entertainment é uma dessas. Fundada em 1989 por Jim Shooter e Bob Layton (oriundos da Marvel Comics), a editora teve altos e baixos durante sua trajetória (faliu duas vezes) mas criou um universo que tem personagens aclamados como Shadowman, Archer & Armstrong, X-O Manowar e Harbinger. Renascida das cinzas nos anos 2000, a editora relançou esses personagens em 2012 e tem se destacado no acirrado mercado norte-americano.

Agora, esse universo chega ao Brasil via HQM Editora com a publicação da revista X-O Manowar (100 páginas coloridas, R$ 9,90; 86 páginas coloridas na segunda edição).  A qualidade da revista é muito boa, com o miolo impresso em papel couché.

Por curiosidade, comprei as duas primeiras edições (tavam com desconto legal na Comix) prá conferir – até porque sempre vi anúncios de X-O Manowar em algumas edições da Wizard americana nos anos 90 e achava o visual interessante.

X-O Manowar

X-O Manowar: quadrinhos do Universo Valiant chegam ao Brasil

Eescrita por Robert Vinditti com arte de Cary Nord e Stefano Gaudiano, X-O Manowar conta a história de Aric de Dacia, um guerreiro visigodo, filho do Rei Alarico. Em 402 D.C., os visigodos estão em guerra contra os romanos. Numa noite, Aric e alguns guerreiros são capturados por uma raça alienígena e passam anos como escravos. Até que numa tentativa de rebelião Aric termina se ligando à armadura sagrada dos aliens, chamada de Shanhara.

Eu gostei da premissa de X-O Manowar e o roteiro de Vinditti ajudou muito. Os personagens são apresentados sem pressa e a trama vai se desenrolando naturalmente e quando menos esperamos, estamos dentro da história. O final da terceira hq (publicada na 2a edição da revista) deixa grandes expectativas para a sequência.

Harbinger

HarbingerHarbinger (escrito por Joshua Dysart com arte de Khari Evans e Lewis LaRosa) é focada em Peter Stanchek, um adolescente de 18 anos que possui poderes psíquicos. Acompanhado de outro jovem com poderes (Joseph Irons), Peter está em rota de fuga e controla seus poderes por meio de remédios.

Peter decide se esconder em Pittisburgh, cidade onde nasceu, com o objetivo de rever Kris, sua antiga paixão de infância. Sem amarras morais e completamente perdido, ele termina controlando a mente da garota para que ela se apaixone. Atrás de Peter e Joseph, estão o misterioso Sr. Tull e Toyo Harada, este último dono da Fundação Harbinger, que promete cuidar de Peter e ajudá-lo a controlar seus poderes.

As duas primeiras hq’s da série apresentam a trama e os personagens básicos e são, até o momento, apenas histórias regulares, sem muitas novidades.

Bloodshot

BloodshotNa edição 2 é a vez da estréia de Bloodshot (escrita por Duane Sweirczynski com arte de Manuel Garcia e Arturo Lozzi). Raymond Garrison é um soldado especial que possui dentro do seu organismo pequenos robôs chamados Nanites (por terem o tamanho de um nanômetro, que é a bilionésima parte de um metro). Esses robozinhos lhe dão capacidades como regeneração celular, velocidade, força e outras aptidões.

Decidido a abandonar o programa Espíritos Ascendentes, ele aceita participar de uma última missão para resgatar um companheiro capturado pelos terroristas afegãos. Só que nada é o que parece e Raymond se vê envolvido numa rede de mentiras e traição. Afinal, quem ele é de verdade? Sua família é real ou implantes de memória?

A trama básica de Bloodshot é essa: ele é um homem à procura de sua identidade e para isso vai bater de frente com quem tentar impedir.

Gostei mais de Bloodshot do que de Harbinger. A arte de Garcia e Lozzi é excelente e a primeira hq deixa um gosto de quero mais.

Prá quem tá cansado de Marvel/DC, o universo Valiant pode ser uma boa alternativa. Resta torcer para que esse material tenha continuidade e que os demais personagens também tenham vez (ouvi dizer que Shadowman é a melhor hq deles).

 

Continuar lendo
Publicidade
Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

Deixe seu comentário!

Mais em Livros e HQ

To Top