Rock Progressivo: na corte do Rei e do Gigante

Música

Rock Progressivo: na corte do Rei e do Gigante

Algumas controvérsias sempre vão estar presentes quando o papo é a definição conceitual do Rock Progressivo em contraponto com o Rock Psicodélico. Isso por uma questão bem simples: nem todo Progressivo é psicodélico e nem todo Psicodélico é Progressivo. Mas a intenção deste post não é entrar nessa discussão, que sempre terminará discutindo o lugar do Led Zeppelin e do Pink Floyd nessa história.

Conheço admiradores do Rock Progressivo que não aceitam certa devoção do público sobre o Pink Floyd. Primeiro porque não se trataria de uma banda de Progressivo, mas sim de Rock Psicodélico. Segundo porque, dizem, seria uma banda de bons compositores e péssimos músicos. Claro que essa polêmica envolve a questão do virtuosismo, bastante presente nessas discussões sobre o melhor do Progressive Rock – e me parece até evidente que David Gilmor e Roger Waters não são músicos que alcançam a virtuose instrumental de músicos de bandas como King Crimson ou Gentle Giant (que muitas vezes ao vivo tocavam até melhor do que em estúdio).

pink_floyd-capas

Mas não para por aí. Há quem alegue que o culto excessivo ao Pink Floyd (culto de mercado, de consumo, sobretudo) tenha abafado o sucesso de outras bandas, como o Yes, Genesis, Gentle Giant e o próprio King Crimson. Algo semelhante ao que aconteceu com os Beatles na década de 1960, cuja devoção do público e da mídia teria sufocado outros trabalhos de maior qualidade técnica e musical.

Assim como o Pink Floyd, o Led Zeppelin também não é tratada como uma banda essencialmente de Rock Progressivo, uma vez que se utilizava de elementos do Progressivo, mas se encaixaria com mais precisão nas classificações de gênero do Rock Psicodélico.

Particularmente gosto bastante do Floyd, e mais ainda do Led Zeppelin. Mas se estou tratando de Rock Progressivo, não são músicas dessas bandas que trarei aqui. Vão abaixo algumas músicas de duas bandas que para mim estão no topo da cadeia alimentar do Progressivo. Um dia voltarei a este assunto com mais bandas, como Yes, Genesis,  Emerson, Lake & Palmer, et cetera.

E nada melhor do que ouvir os sons para entender o por quê de estarem na minha lista.

King Crimson 01

Começo pelo King Crimson, que é uma banda inglesa formada em 1969 e que ao longo de sua história já alterou sua formação diversas vezes, sendo o guitarrista Robert Fripp o único músico que ainda ficou da formação original da banda.

Já em 1969 o King Crimson surgiu com o clássico álbum In the Court of the Crimson King, que trazia clássicos como "21st Century Schizoid Man", "I Talk to the Wind", "Epitaph" e a própria  "In the Court…"

Praticamente citei o disco todo, mas é claro que fiz isso, porque o disco inteiro é muito bom…

21st Century Schizoid Man

In the Court of the Crimson King


Apesar de gostar muito deste disco, abaixo coloco outra música de um outro disco deles que está entre os meus preferidos do Progressivo. Vale a pena cada minuto da música (que carrego sempre no meu aparelhinho de MP3, embora seja a versão de estúdio, que gosto mais). Recomendo também uma busca da letra – a fleck of dirt on the wing of a fly… 

The ConstruKction of Light

gentle giant live

Outra banda que nunca deixo de fora da minha discografia de Progressivo se chama Gentle Giant, formada na Inglaterra em 1970 pelos irmãos Shulman. Uma das referências principais do Giant são elementos da obra do escritor renascentista François Rabelais, sobretudo seus gigantes Gargantua e Pantagruel,  que são referência direta ao próprio nome da banda .

Proclamation

I Lost my Head

Pantagruel Nativity

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blogueiro, historiador; planejamento digital, coordenação de projetos em mídias sociais; editoração, redação digital e Tricolor do Arruda.

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