Arrow – 2ª Temporada | CRÍTICA

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Arrow – 2ª Temporada | CRÍTICA

Atenção: esse artigo tem spoilers! Se você ainda não viu a segunda temporada, aconselho a voltar depois. 😀

Desde o início, a série Arrow prometia. Depois de uma primeira temporada sensacional, a segunda temporada tinha a missão de manter a qualidade – e a audiência!

O início da segunda temporada se mostrou promissor, com Oliver Queen sofrendo as consequências dos eventos mostrados na season finale anterior e descobrindo que Starling City continuava indo para o buraco.

Arrow Segunda Temporada 01

[leftbox]A partir do seu retorno à cidade, descobrimos o tamanho do impacto da morte do seu amigo Tommy Merlyn: agora, ele não era mais um vigilante, um “Batman que mata” (definição que li nas webs assim que a série começou) e sim um homem trilhando o caminho do herói – e descobrindo que esse caminho não pode ser desbravado sem dor.

E ele passou a usar uma máscara, finalmente!!!!

Arrow Segunda Temporada 02Se na primeira temporada os roteiristas encheram a série de referências ao Universo DC, a segunda temporada elevou isso às alturas, tornando-a um prato cheio para os fãs de quadrinhos.

Assim, tivemos as presenças do Dr. Anthony Ivo, que nos quadrinhos é o criador do andróide Amazo (na série, é o nome do navio dele); de Barton Mathis, o vilão Dollman, cuja terceira versão surgiu no reboot Novos 52; Amanda Waller (numa versão mais magrinha), líder do Esquadrão Suicida; o próprio Esquadrão Suicida, grupo da DC formado por vilões que é forçado pelo governo a realizar missões em troca da redução de suas penas; Sebastian Blood, o Irmão Sangue, vilão das antigas dos Novos Titãs; Cyrus Gold, o nome verdadeiro do vilão-zumbi Solomon Grundy; até a Arlequina “apareceu”! E isso era só o começo.

A ligação de Arrow com o Universo DC no cinema se deu a partir da menção da Liga dos Assassinos (título do episódio 5) de Ra’s al Ghul – ele mesmo, o vilão modafoca do da trilogia Batman de Nolan.

Já no episódio 13 (Heir to The Demon), conhecemos Nyssa Raatko, a outra filha de Ra’s al Ghul. Nyssa é membro da Liga dos Assassinos e veio a Starling City para resgatar o amor da sua vida… Sarah Lance! Sim, ela não morreu e ainda voltou como a Canário Negro, que nos quadrinhos é a identidade secreta da (Dinah) Laurel Lance.

Quem também voltou dos mortos foi Malcom Merlyn, o Arqueiro Negro. Depois de intervir para a absolvição de Moira Queen, o vilão revelou ser o verdadeiro pai de Thea Queen! E o encontro dele com a filha não foi nada amigável…

O sucesso da série animou a Warner, que decidiu ampliar o universo DC na tv. E assim tivemos a participação de Barry Allen, o Flash, em dois episódios de Arrow, que serviram para apresentar o personagem e preparar os espectadores para o primeiro spin-off da série: The Flash, ainda sem data de estréia, mas que promete. [/leftbox]

Arrow Segunda Temporada 02

Com a inclusão do Flash e do soro japonês Mirakuru (que confere superforça e super-resistência a seres humanos) no universo de Arrow, ficou claro que os produtores varreram para debaixo do tapete a premissa básica de “nada de super-poderes”. Como eu já tinha dito, acho que isso foi influência direta de Marvel’s Agents of SHIELD. E pode indicar que a Warner vai interligar, num futuro próximo, os filmes e séries passadas no Universo DC.

Slade Wilson, O Exterminador, assumiu o posto de vilão da temporada, numa atuação legal do Manu Bennett. Num dos flashbacks da ilha, vemos que Oliver injetou o Mirakuru em Slade para salvar sua vida.

O Slade Wilson movido a Mirakuru aproximou o personagem da sua versão nos quadrinhos – nas hq’s, ele ganhou sentidos e força ampliados depois de um experimento genético. Aos poucos, ficamos sabendo que era o mercenário por trás dos eventos que atormentavam Oliver – ele controlava Sebastian Blood, era o mentor por trás da investida executiva de Isabel Rochev (Summer Glau) que tirou as empresas e a fortuna da familia Queen e responsável pela disseminação do soro Mirakuru em Starling City.

Com carga dramática crescente, o ataque de Slade à família Queen foi devastador. A morte de Moira Queen pegou todo mundo de surpresa e explodiu cabeças!

Claro que nem tudo foi perfeito. A motivação de Slade para tanto ódio por Oliver era fraca, mesmo levando em consideração os efeitos colaterais do soro Mirakuru; aos 45 do segundo tempo, Oliver lembra que existe uma cura para o Mirakuru – putz, porque não lembrou disso quando Slade começou a tocar o terror na cidade? O lenga-lenga envolvendo Roy e Thea ficou chato, assim como o dramalhão de Laurel Lance.

Esses pequenos deslizes de roteiro (aliados a algumas atuações fraquinhas) não comprometeram o resultado final. A batalha entre o exército de super-homens de Slade e o time formado por Oliver, Roy, Nyssa Raatko, Canário e um monte de arqueiros negros da Liga dos Assassinos foi épica.

O embate final entre Slade e Oliver foi bom, embora não tenha superado a do arqueiro com Malcom Merlyn; gostei do recurso de alternar a luta no presente com a luta entre os dois na ilha – a montagem ficou muito boa e tornou tudo muito mais dinâmico. E afinal, ficamos sabendo como Slade ganhou o tapa-olho… 🙂

Assim, Oliver Queen escreveu mais um capítulo na sua jornada de vigilante a herói. Ao final, o personagem cresceu com a dor, aprendeu com seus erros e, com certeza, voltará dessa experiência mais seguro de si.

A terceira temporada de Arrow promete ser mais empolgante do que a segunda. Com um universo de personagens consolidado, um spin-off estreando em breve e um novo mistério a ser revelado (o que Oliver Queen foi fazer na China depois que saiu da ilha Lian Yu e qual o envolvimento de Amanda Waller?), podemos continuar afirmando que Arrow é a melhor série de super-heróis da tv, mas só enquanto as demais (The Flash, Gotham, Constantine, Marvel’s Netflix) não estreiam – e a concorrência vai ser ferrenha!

Aí, quero ver o que os produtores/roteiristas vão inventar para que o Arqueiro Verde mantenha a chama acesa. Vai ser uma briga boa!

Nota: 5 canecas de café Mocha

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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