Gotham S02E01 – Parece que agora vai!

Gotham S02E01 muda um pouco a pegada da série, mas o faz para melhor e seriado estreia nova temporada com o pé direito

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Gotham S02E01 – Parece que agora vai!

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Começo esse review reafirmando aquilo que sempre falei: que a série em quadrinhos GCPD (Gotham City Contra o Crime, no Brasil) funcionaria melhor para apresentar a cidade do Batman na TV. A premissa é ótima: policiais da cidade mais corrupta e bizarra dos quadrinhos combatem crimes comuns, mas de vez em quando batem de frente com um supervilão do Morcego e aí o bicho pega. Tudo pronto, personagens interessantes e complexos, tramas bem elaboradas, diálogos fascinantes. Mas a Warner nunca respondeu aos meus e-mails….

Dito isso, vamos ao que interessa. Como não temos uma adaptação de GCPD , temos que nos contentar com Gotham, série criada pelo Bruno Heller (The Mentalist) que tem como objetivo mostrar a origem de um certo morcego e de sua bizarra galeria de vilões.

A primeira temporada foi instável. Tanto que abandonei a série lá pela metade. E fui voltando aos poucos. Dentre boas idéias, alguns episódios clichês ou ruins mesmo. Mas o que sempre achei foda na série foi a direção de arte, a fotografia sombria, a cidade sempre nublada ou sob uma tempestade, a temporalidade ambígua. E, claro, como não falar das excelentes atuações de Robin Lord Taylor (Pinguim), Donal Logue (Harvey Bullock) e Sean Pertwee (Alfred Pennyworth) e da assustadora semelhança da Camren Bicondova (Selina Kyle) com Michelle Pfeiffer, a icônica Mulher-Gato de Tim Burton.

Mas o que me incomodou em Gotham foi essa indecisão entre ser uma série policial com pé no chão ou se entregar de vez a uma narrativa quadrinhística, que assumisse a surrealidade que é ser policial num universo cheio de supervilões bizarros. Essa dubiedade ficou evidente no episódio do vilão dos balões. E também temos o Batmirim (David Mazouz), já descobrindo a caverna e tudo o mais.

Resumindo: Gotham não é a obra-prima que tanto alardeiam, mas também não é o lixo que os haters insistem em dizer. A série é boa, tem potencial e uma excelente mitologia.

Pois bem. A primeira temporada sobreviveu e ganhou uma segunda, que começou a ser exibida no Brasil este mês.

A Season Premiere já deixou claro que as coisas não serão como antes. The Rise of The Villains: Damned if You Do…, escrita pelo showrunner Bruno Heller, foi excelente.

 

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Já começamos vendo que as coisas mudaram, e muito, em Gotham. O Pinguim é o novo rei do crime, Bullock pediu demissão e agora trabalha como barman, James Gordon (Ben McKenzie) foi rebaixado e agora é um guarda de trânsito e a corrupção na cidade continua a mesma (bem, isso não mudou).

Então, quando um homem usando uma fantasia de supervilão que se autodenomina Zardoon (lembrei muito de Kick-Ass nessa parte) surge na cidade e ameaça pessoas no meio da rua, Gordon tem de agir. No entanto, logo em seguida, mesmo tendo salvado reféns, Gordon é demitido pelo comissário Loeb.

Jim não aceita de bom grado sua expulsão da polícia e tenta, de um modo totalmente inusitado para o personagem, recuperar o seu posto e continuar sua missão sagrada de salvar Gotham. O problema é que Gotham cobra seu preço. E cobra caro.

Outra novidade é Theo Galavan (James Frain) e sua irmã Tabhita (Jessica Lucas), que surgem com o objetivo de criar uma liga de vilões, que seja praticamente insuperável e institua uma nova ordem na cidade. Para isso, eles libertam alguns prisioneiros do Arkham, como a Arlequina da vez, Barbara Kean (Erin Richards), e o protótipo de Coringa, Jerome Valeska (Cameron Monaghan).

gotham segunda temporada 01

 

Pelo visto, aprenderam com os erros da temporada anterior – e se decidiram pela narrativa “mais quadrinhos”, com sequências muito longe de um clima “realista”.  Eu gostei do direcionamento que deram ao Gordon, tornando-o um personagem muito mais rico e complexo. Na temporada anterior, o título do 18º episódio ilustra bem o background de uma cidade como Gotham: “Everyone Has a Cobblepot” mostra que nesta cidade, todo mundo tem esqueletos escondidos no armário e que as vezes tem que sacrificar seus ideais para poder sobreviver.

Por fim, com o jovem Bruce Wayne descobrindo a caverna (já repleta de monitores, computadores, mesas e o escambau), mais um mistério se inicia: o que danado Thomas Wayne fazia enfurnado naquele buraco?

Me animei para continuar assistindo. Se o clima e as premissas do primeiro episódio continuarem nos demais, essa temporada promete.

Parece que agora vai, Gotham!!!

Nota: três canecas de café preto.

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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