Marvel’s Agent Carter: a Casa das Idéias expande seu universo na tv

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Marvel’s Agent Carter: a Casa das Idéias expande seu universo na tv

Ok, daqui a pouco vão começar a me chamar de marvete e de reclamar que eu sou fanboy da Casa das Ideias. Não sou nenhuma coisa nem outra, mas vocês tem que concordar comigo de que a Marvel está fazendo seu dever de casa direitinho quando o assunto é desenvolver um universo integrado fora dos quadrinhos.

Depois do sucesso dos filmes, o estúdio decidiu que já era hora de entrar pra tv. Daí surgiu Marvel’s Agents of SHIELD, que prometeu muito antes da estreia, foi caindo aos pouquinhos em nível de interesse para ressurgir como uma Fênix na segunda metade da primeira temporada. A série conseguiu encontrar o tom certo e cada episódio da segunda temporada é melhor do que o anterior. Na trama básica, algumas questões já estão sendo respondidas. E elas têm tudo a ver com os vindouros filmes dos Vingadores (alguém aí falou Inumanos?). Quem desistiu de assistir por conta da primeira temporada não sabe o que está perdendo.

E, de repente, a Marvel anunciou que iria produzir uma minissérie da Agente Peggy Carter, interpretada pela atriz inglesa Hayley Atwell (<3) nos dois filmes do Capitão América. O mote do programa seria contar como a agência secreta Strategic Scientific Reserve (SSR) se transformou na S.H.I.E.L.D. e como a agente superou a morte de Steve Rogers. Claro que todo mundo ficou com um pé atrás. Será que isso daria liga?

Marvel’s Agent Carter estreou em janeiro, durante o hiato de Agents of SHIELD. Com apenas oito episódios, a série abriu com dois episódios germinados (Now Is Not the End e Bridge and Tunnel) e se revelou uma grata surpresa.

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Primeiro, pela direção de arte. A série se passa em 1946 e a ambientação, os cenários e a fotografia conseguem transmitir a atmosfera do período. Segundo, pela maneira como a situação da personagem principal é retratada: depois da Segunda Guerra Mundial, as mulheres, que tiveram uma participação ativa durante o conflito, voltaram à posição que ocupavam antes – ou seja, a posição de inferioridade.

Uma das pessoas fundamentais da operação que culminou na derrota do Caveira Vermelha, Peggy Carter voltou aos EUA e trabalha na SSR. Mas as funções delegadas a ela são a de atender ao telefone, servir cafezinho nas reuniões e arquivar a documentação das operações. Esse apurado olhar histórico poderia ter passado batido e talvez nem fizesse falta, mas já que está lá (até como recurso dramático de movimentar a narrativa) ele é muito bem vindo. Palmas para a Marvel.

E quem imagina que Peggy Carter é uma mulher durona e que parte pra porrada sem dó nem piedade, acertou. Mas ela não é só isso. Ela é um personagem redondo, o que significa dizer que ela é eficiente, inteligente e durona, mas também é um ser humano e sofre pelas perdas que teve. E isso é muito bom, pois imediatamente cria uma empatia com a personagem. Ponto para os roteiristas!

E, claro, o principal: Agente Carter é a primeira produção da Marvel a ter uma heroína como protagonista! Peggy Carter foi criada nos quadrinhos por Stan Lee e Jack Kirby e apareceu pela primeira vez em 1966 (Tales of Suspense #77) como a namorada do Capitão América durante a Segunda Guerra Mundial.

Na trama, Peggy Carter esta desempenhando suas funções corriqueiras na SSR quando a agência recebe um alerta de que Howard Stark (Dominic Cooper, reprisando o papel), pai de Tony Stark e o gênio inventor que ajudou a agência durante a guerra, está sendo acusado de traição pelo fato de que diversas armas que ele inventou estarem em poder dos inimigos dos EUA. Peggy não acredita e tenta discordar, mas não é ouvida.

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Procurada secretamente por Stark, Peggy decide ajudar a limpar o nome do amigo. Para isso, ela precisa agir secretamente, sem que a SSR fique sabendo de suas investigações. Para auxiliar a agente no caso, Stark designa o seu mordomo Edwin Jarvis (James D’Arcy) e em seguida parte para um local seguro.

Peggy e Jarvis começam a investigação e descobrem que há um inimigo por trás de tudo: Leviatã, uma organização comunista (surgida nos quadrinhos) que pretende tocar o terror no mundo com as armas roubadas de Stark. Mas parece que o pai do futuro super-herói tem alguns segredos obscuros que podem comprometer Carter. Será que ele é realmente inocente?

Partindo dessa premissa, os dois primeiros episódios foram excelentes, com boas cenas de ação, ótimos diálogos e uma atuação genial de Darcy como Jarvis, o mordomo fleumático e ótimo dono de casa que vira o sidekick de Peggy Carter com muito estilo e muito humor. Só não é o Melhor Mordomo porque Alfred mitou na série Gotham dia desses.

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O terceiro episódio, Time and Tide, só veio para confirmar que Agente Carter é mais um dos acertos da Marvel. Só espero que os roteiristas consigam resolver todos os mistérios nos próximos cinco episódios que restam.

Além desses personagens principais, também foi anunciado que Hank Pym fará parte da série – o criador, nos quadrinhos, do robô Ultron e que no filme do Homem-Formiga será interpretado por Michael Douglas.

O primeiro episódio foi dirigido por Louis D’Esposito e escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely, roteiristas do filme Capitão América 2 ; o segundo episódio foi dirigido por Joe Russo (um dos diretores de Capitão América 2) e escrito por Eric Pearson.  

Então, se você ainda está com receios de voltar a ver Agents of SHIELD, dê uma olhada em Agente Carter. Garanto que não vai se arrepender!

 

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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