Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. | Crítica

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Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. | Crítica

Assim como não julgamos um livro pela capa, não devemos julgar uma série por conta de um episódio piloto. Feita essa ressalva, vamos ao que interessa: Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.. Afinal, a estréia do Universo Marvel na telinha atendeu às expectativas?

Desde que foi anunciada, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. deixou todos os fãs de quadrinhos com uma expectativa gigantesca. Afinal, estamos falando da Casa das Idéias e de sua bem sucedida estratégia de criar um universo cinematográfico com seus personagens icônicos. Depois do  sucesso de Os Vingadores, a Marvel decidiu estender seus tentáculos para a tv. Porém, ao invés de criar uma ou mais séries focadas em personagens específicos (como o projeto do Hulk de Guillermo Del Toro) ela escolheu por uma abordagem mais abrangente.

agents-of-shield-posterÉ nesse contexto que a série da SHIELD, que estreou no último dia  24 de setembro (e dia 26 no Brasil), deve ser vista: como uma vitrine para apresentar com mais detalhes o gigantesco universo Marvel para os iniciados e não-iniciados. A audiência foi de 11,9 milhões de espectadores, a melhor para a NBC em anos! Imagina como eles devem estar felizes!

A trama se passa depois dos eventos mostrados no filme Os Vingadores. Após uma missão, o agente Grant Ward é convocado pela SHIELD e, numa reunião com Maria Hill, é surpreendido com a preseça do agente Phil Coulson, supostamente morto antes da batalha por Nova York. Coulson revela que está montando uma equipe especial para investigar casos estranhos envolvendo pessoas com super-poderes e similares. Além de Ward, são convocados Melinda May (piloto e especialista em armas) e a dupla Leo Fitz (engenheiro especializado em armas) e Jemma Simmons (especialista em biologia), conhecidos como Fitz-Simmons.

A primeira missão da equipe é descobrir o paradeiro e ajudar o misterioso herói que salvou uma mulher de um incêndio no centro da cidade. É nesse momento que entra em cena Skye, uma hacker ativista que entra em contato com o herói e logo em seguida é raptada por Coulson e Ward, que precisam das informações obtidas por ela. O que fica claro é que alguém (ou uma organização) está usando tecnologias de ampliação de força (como o soro do supersoldado e radiação gama) e alienígena (dos Chitauri) para criar superseres.

Essa é a história básica do primeiro episódio da série.

Vamos aos pontos positivos.

Para um primeiro episódio, Whedon acertou em cheio ao rechear a trama com vários easter-eggs que, claro, nem todos vão perceber, mas para quem conhece o universo Marvel é um prato cheio. Estão lá referências a outros heróis, a revistas clássicas da Marvel, ao filme do Capitão América, a locais que surgiram originalmente nos quadrinhos.

A continuidade é outra coisa boa. Aparecem referências explícitas aos Chitauri e a Homem de Ferro 3, reforçando a ligação da série com o universo cinematográfico. A participação de Cobie Smulders como Maria Hill é breve mas importante para a trama.

Maria Hill e Phil CoulsonCoulson está vivo. Mas como? Quem lê quadrinhos já está acostumado com esse morre-não morre, mas como explicar isso para quem não acompanha gibis?

Coulson explica que só ficou ‘morto’ por 40 segundos e logo depois os médicos o salvaram. Mas um diálogo entre Hill e o Dr. Streiten deixam claro que as coisas não aconteceram como Phil Coulson imagina. Vejo cabeças de nerds explodindo com as infinitas possibilidades aqui! Será que Coulson é um… andróide?

O humor característico de Whedon está lá. Coulson é o rei das piadinhas – ri muito quando ele apareceu pela primeira vez em cena. Esse clima engraçadinho permeia todo o episódio, mas não é uma coisa que incomoda.

Resumindo: se você é fã da Marvel e assistir com olhos de um fã da Marvel, você, como eu, vai gostar e se divertir.

Agora, se você não for fã da Marvel e conhece pouco de quadrinhos… você vai achar tudo mais do mesmo.

Tirando esse lado hq, Agents of SHIELD não difere de outras séries que mostram uma equipe investigando casos (tipo CSI) ou explorando um lado mais fantástico como superpoderes (Heroes e No Ordinary Family). Além disso, tirando o carismático Clark Gregg e seu Phil Coulson, os outros personagens não decolam – ok, é o primeiro episódio, mas nenhum deles é interessante logo de cara. Nem a maluquinha da Skye se garante, muito menos os nerds Fitz-Simmons (sou mais a Felicity Smoak!). Vamos ver nos próximos…

Outra coisa: um gadget que aparece no piloto é igualzinho ao utilizado na extinta série Terra: O Conflito Final; e a história dos superpoderes é igualzinha ao da também cancelada série No Ordinary Family. Tá, eu sei que estas séries (Heroes e No Ordinary Family) chuparam essas idéias dos quadrinhos, mas a Marvel/Whedon tem capacidade de fazer coisa melhor.

Por fim: com um universo gigantesco de personagens, custava a Marvel ter escalado algum para o episódio-piloto, nem que fosse um supervilão? Porque criar um personagem novo?

Resumindo: Agents of SHIELD é uma boa surpresa, mas que precisa ousar mais se quiser garantir a permanência da audiência. As possibilidades são imensas, desde que a Marvel saiba explorá-las direitinho, dando aquilo que os fãs querem (super-heróis, supervilões, batalhas épicas, bons diálogos e desenvolvimento de personagens).

Eu dou nota 8!

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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