Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 1ª Temporada | CRÍTICA

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Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 1ª Temporada | CRÍTICA

[rightbox]Atenção: este artigo contém spoilers!

É inegável o sucesso da estratégia da Marvel em criar um universo cinematográfico unificado – o Marvel Cinematic Universe (MCU). Se deu certo nos quadrinhos, porque não daria certo no cinema?

E se esse universo fosse estendido à televisão? Foi com essa premissa que a série Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. foi criada por Joss Whedon, Jed Whedon e Maurissa Tanchaoren e produzida pela ABC Studios, Marvel Television e Mutant Enemy (produtora do Joss Whedon).

A série tem ligação direta com o MCU e acontece logo após os eventos ocorridos no blockbuster Os Vingadores. A expectativa dos fãs foi às alturas, pois havia a possibilidade de inúmeros personagens da Casa das Idéias serem explorados na tv.[/rightbox]

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[leftbox]O primeiro episódio, escrito pelo trio de criadores e dirigido por Joss Whedon, foi animador. A audiência de 11 milhões de pessoas animou a ABC. Apesar de não terem colocado nenhum personagem dos quadrinhos (e terem frustrado todo mundo que esperava ver o Luke Cage), o piloto foi muito bom, principalmente pela volta de Phil Coulson, o agente da SHIELD que surgiu no cinema e participou de praticamente toda a Fase Um.

Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D poster

Só que com o passar do tempo a série não mostrou ao que veio – afinal, cadê os super-heróis e supervilões? A série parecia um programa genérico de investigação tipo CSI, só que com casos estranhos. As dezenas de citações ao Marvel Cinematic Universe e aos quadrinhos não era suficiente. Eu confesso que só continuei assistindo para saber como foi que o Agente Coulson voltou do mundo dos mortos. E mesmo assim desisti…

O grande vilão era uma misteriosa organização chamada Centopéia, cujo objetivo era criar soldados superpoderosos a partir de tecnologia alienígena. O líder, chamado de Clarevidente, também era um mistério. Tudo muito boring… afinal, cadê a Roxxon? A IMA? A Hidra (sabe de nada, inocente)?

Graças aos deuses protetores das séries baseadas em quadrinhos a coisa foi melhorando a partir do episódio 10 (The Bridge). Com os reviews animadores, voltei a assistir. A partir daí, a série teve um upgrade de qualidade nos roteiros e uma ligação mais direta com o que estava acontecendo no MCU.

No episódio 11 (The Magical Place) todo mundo descobriu como Coulson foi revivido. E no episódio 14 (T.A.H.I.T.I.), vimos que o soro que o devolveu à vida veio de um alienígena de pele azul, cujos restos mortais estavam escondidos em uma base secreta da SHIELD. Seria um… Kree??? O episódio seguinte (Yes Men) teve ligação direta com Thor O Mundo Sombrio e contou com a participação da bela Lady Sif (Jamie Alexander).[/leftbox]

Agents of S.H.I.E.L.D -  Lady Sif

[leftbox]Mas foi com End of The Beginning (#16) que nossas cabeças explodiram! Exibido uma semana antes da estréia de Capitão América: O Soldado Invernal, o episódio serviu como um preview do longa; e o episódio 17 (Turn, Turn, Turn) mostrou as consequências.

Agents of S.H.I.E.L.D -  DeathLockComo todo mundo sabe, a Hidra tomou a SHIELD, destruiu o Triskelion e tentou matar o Capitão América; na tv, os agentes John Garret e Grant Ward se revelaram traidores (e fomos trollados mais uma vez, já que tudo apontava para a Agente May)! Com isso, Coulson, Skye, May e Fitz-Simmons se tornaram fugitivos. Essa mudança deu um dinamismo nunca visto na série e cada episódio deixava uma grande expectativa para o próximo.

O último episódio, The Beginning of The End, fechou as pontas soltas e deu um destino aos traidores – Ward foi preso e Garret partiu dessa prá melhor, numa cena divertidíssima. Foi um bom final, embora tenha sido aquém do potencial que os últimos episódios mostraram. 

Nick Fury apareceu para salvar a vida de Fitz-Simmons e ajudar Coulson a enfrentar os traidores – e o conhecido humor das produções da Marvel deu as caras, com Clark Gregg e Samuel L. Jackson visivelmente se divertindo.

Fury revelou porque Coulson foi revivido (ele é um Vingador!) e o nomeou diretor da SHIELD, cuja primeira missão será reerguer a agência.

Além desse plot central, é certo que a próxima temporada irá abordar:

►  O mistério sobre Skye e seu pai, já que ela foi salva da morte ao ter sido inoculada com o soro do alienígena azul (há rumores de que ela pode ser uma inumana);

► O destino de Ward (ele irá se redimir ou não?);

►  Se o alien azulão é um kree;

► Qual o conteúdo da caixinha preta que Fury deu a Coulson;

► Depois de ter o filho de volta, Deathlok abandonará o lado negro?

► Qual o significado das inscrições (alienígenas?) que Garret e Coulson fizeram – eu acho que isso terá uma ligação com Os Vingadores 2, vai vendo…

Algumas certezas depois do final da temporada:

►  Clark Gregg levou o seriado nas costas, como era de se esperar. Não é um excelente ator, mas tem carisma e isso conta. Seu Phil Coulson é um nerd divertido, mas durão quando é preciso.

►  B. J. Britt (Agente Antoine Triplett) apareceu nos últimos seis episódios e já roubou a cena com seu carisma. A referência dele é ótima: neto de um integrante do Comando Selvagem, grupo de elite da II Guerra Mundial criado por Stan Lee e Dick Ayers. Num dos episódios, ele trouxe a maleta do avô cheio de gadgets de espionagem antigos. Já que Ward tá preso, bem que ele podia assumir a vaga.

►  Brett Dalton (Ward) e Chloe Bennet (Skye) terminaram a temporada e não aprenderam a atuar.

►  Ming-Na Wen (Melinda May) e o casal Iain De Castecker (Leo Fitz) + Elizabeth Henstridge (Jemma Simmons) se garantiram como coadjuvantes. A cena na qual Fitz-Simmons são jogados no mar por Ward é tocante. E o cacete federal que May dá em Ward foi épico.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. demorou a decolar, mas conseguiu terminar a temporada de modo satisfatório e deixou boas perguntas a serem respondidas. Espero que os produtores/roteiristas tenham aprendido com os deslizes e dêem aos fãs uma segunda temporada que honre o nome Marvel Comics – até porque vem concorrência pesada por aí.

Nota:

3 canecas de Cappuccino Italiano.[/leftbox]

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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