Novas séries de 2012 que valem a pena conhecer

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Novas séries de 2012 que valem a pena conhecer

Em setembro teve início nos EUA a Fall Season (setembro, outubro e novembro). O período é tido como o mais importante para os canais de rede aberta da TV americana, pois é na Fall Season que boa parte das novas séries estreiam, substituindo as produções canceladas em maio.

Durante a Fall Season, uma série tem que mostrar a que veio, engajar uma boa audiência (ou a promessa de uma audiência maior) e com isto agradar os anunciantes. Caso contrário, em novembro, após a divulgação dos Sweeps de Novembro da Nielsen são retiradas da grade de programação dos canais (canceladas). Game over! Não é tarefa fácil.

Uma verdade inconveniente para o público é que, para os canais e anunciantes o conteúdo do programa não importa, desde que traga um grande público. Assim sendo, modelos de séries de sucesso passam a virar “receita de bolo” para novos projetos com produções semelhantes, estreladas pelos mesmos tipos de personagens  que se consagraram anteriormente.

São poucos os produtores e diretores que conseguem dar um toque de originalidade em uma proposta batida, como Big Bang Theory em relação ao formato Friends. Menos ainda são os que conseguem realmente criar um modelo, como J.J Abrams fez ao criar Lost, mas desde então vive aprisionado ao seu formato de sucesso (falaremos do J.J logo mais). Seguindo esta ideia, nesta temporada temos séries inspiradas, ou que tentam resgatar elementos que fizeram sucesso em outras séries e até mesmo no cinema.

Como todos os anos, dezenas de títulos são lançados e, se você está a procura de uma série pra curtir enquanto espera a volta de Game of Thrones ou Breaking Bad, é preciso “garimpar” pra ver o que vale a pena acompanhar. Para facilitar sua vida, fiz um intensivão nas duas últimas semanas, assisti dezenas de trailers dos lançamentos, vi alguns episódios de cada nova aposta, separei o joio do trigo e elaborei uma lista com  algumas séries novatas de 2012 que valem a pena conhecer.

 

Last Resort (ABC)

Last Resort

Em um futuro próximo, uma equipe de um submarino nuclear dos EUA recebe a uma ordem de um canal secundário do governo americano para disparar mísseis nucleares no Paquistão. Após contestar os motivos da não utilização do canal primário, são atacados por mísseis de seu próprio governo, declarados traidores e refugiam-se em um abrigo de escuta da OTAN em uma ilha paradisíaca.

Não sou fã de histórias que mostram os americanos como soldados perfeitos, patriotas até a morte e sempre heróis. Talvez por isto Last Resort me chamou atenção. Diversas tramas paralelas vão se desencadeando após o bombardeio enquanto o lado negro do governo e o lado humano dos soldados vai aparecendo a cada frame. Os 3 episódios de Last Resort que vi mantém o ritmo do início ao fim, apresentando reviravoltas interessantes e conflitos psicológicos no estilo Lost.

Mesmo tendo minhas dúvidas sobre o sucesso da empreitada, digo que vale a pena conhecer e mantê-la ao menos como série secundária, pra curtir após ter visto os episódios das próximas que falarei aqui.

 

 

Revolution (NBC)

Revolution

J.J. Abrams (Lost e Fringe) está de volta em uma nova série bem interessante e trás consigo uma equipe de tirar o chapéu. Revolution é a nova série produzida por J.J e Bryan Burk (Fringe). A direção do episódio piloto ficou a cargo de Jon Favreau (Homem de Ferro) e o roteiro é do criador de Supernatural, Eric Kripke.

Em Revolution, a trama se passa num mundo pós-apocalíptico, 15 anos após um evento misterioso (e que, pra variar, irá basear toda a série) no qual a eletricidade desapareceu completamente de uma hora para outra. Ao contrário de Mad Max, não houve guerra, tão pouco um pulso eletromagnético como aquele do final do filme Fuga de Los Angeles. De repente, não mais que de repente todos os aparelhos, máquinas e whatever movidos à eletricidade simplesmente deixaram de funcionar. Imagina o que aconteceu a uma sociedade completamente dependente de eletricidade ao se encontrar totalmente desamparada.

 
Sou fã incondicional do trabalho de J.J Abrams. Depois de ver Lost e Fringe, seu nome tornou-se motivo suficiente para me atrair a uma nova série. Estou acompanhando Revolution e até o momento a série tem apresentado uma boa evolução, com personagens interessantes e uma boa trama envolvendo ficção científica, conspiração e espadas (?).

Pra quem é fã de Breaking Bad, poderá ver mais uma brilhante atuação do Giancarlo Esposito (O Gus do Pollos Hermanos) como o capitão Tom Neville. Esse cara nasceu pra ser vilão e suas cenas merecem destaque.

 

Vegas (CBS)

Vegas

A série sobre a máfia de Las Vegas. O canal CBS reconta a história real de Ralph Lamb (Dennis Quaid), um caubói badass que só queria descansar e cuidar da sua fazenda, mas se torna xerife da Sin City e lutará contra um gângster poderoso, Vincent Savino (Michael Chiklis) durante os anos 1960.

 
Ótimo pra quem gosta do estilo western com um protagonista bem brucutú, além do contexto histórico sob o fundo, nos apresentando o desenvolvimento de uma das cidades mais interessantes do mundo pós-moderno. Além de Dennis Quaid (O dia depois de amanhã) e Michael Chiklis (Quarteto Fantástico), o elenco reúne outras figuras que gostei de rever como a Sarah Jones (Alcatraz) e Carrie-Anne Moss (Matrix).

 

 

 

Hunted (BBC e Cinemax)

Hunted

Produzida em parceria do canal BBC (Inglaterra) com a Cinemax (Estados Unidos), Hunted é o novo projeto de Frank Spotnitz, roteirista e produtor de Arquivo X. Na trama acompanhamos a história de Samantha (Melissa George), uma agente especial trabalhando para uma agencia privada de espionagem. Alvo de uma conspiração, Samantha sobrevive a um atentado, perde o filho que esperava, se refugia durante um ano para arquitetar sua vingança e retorna ao descobrir que os mandantes podem ser membros de seu próprio time.

 

Única série desta safra que conseguiu me comprar já no primeiro episódio, Hunted me lembrou o clima de Nikita (sem lavagem cerebral e reprogramação neuro hipnótica) ou Bourne. Uma série organica que trabalha bem a construção dos personagens a cada episódio, apresentando sua protagonista de uma maneira humana, explorando seus medos e traumas, enquanto segue com seu plano. As cenas de ação estão no ponto certo, com estilo cru, sem coreografias complexas, visceral e muito bem filmadas.

Técnicamente é a melhor série da lista, com uma fotografia impecável, cenários simples, sem muito efeito especial e com uma direção que prende a atenção pela forma como o universo vai se abrindo para o telespectador. 

Além de Melissa George, Adewale Akinnuoye-Agbaje (o Mr. Eko de Lost) também está no elenco. A primeira temporada terá 8 episódios e é minha segunda maior aposta desta Fall Season.

 

Arrow (CW)

Arrow

Nova aposta da CW, baseada na origem do Arqueiro Verde, personagem do universo DC e que já se fez presente (com outro ator e outra proposta) na série Smallville.

A origem do personagem se manteve fiel. Oliver Queen (Stephen Amell), playboy milionário inconsequente, faz uma viagem de iate com seu pai e sua amante cunhada. Uma tempestade afunda o barco e a moça morre. Oliver, seu pai e outro tripulante conseguem escapar e ficam à deriva num bote por dias. Por fim, apenas Oliver sobrevive e vai parar em uma ilha, onde fica longe da civilização durante 5 anos, que o considerava morto.

 

 
Arrow é minha maior aposta nesta lista. A pesar da premissa inicial não ter me inspirado, a série começou muito bem e melhorou bastante nos episódios seguintes, mostrando potencial para superar Smallville, desde que a trama e exploração dos personagens seja mais amadurecida #oremos. As cenas de ação são ótimas para o padrão “séries de super heróis” e a trama abre espaço para aparições especiais de outros personagens do universo DC.

Não gostei de ser no formato de 22 episódios. Seria muito mais fácil de manter o ritmo (e minha atenção) com metade disto, mas infelizmente este é o formato médio da tv aberta. Só rezo para que a série não caia no estilo “caso da semana” como CSI, Person of interest, Supernatural e se perca no meio do caminho. Outro aspecto que me incomodou é o fato da personalidade do Arqueiro ser claramente inspirada em Tony Stark (sem o sarcasmo e carisma de Robert Downey Jr.) durante o dia e no Batman de Nolan (que mata) a noite, mas não a ponto de desgostar.

Descubra maiores detalhes e curiosidades desta séries no ótimo texto do @macaxeirageral:

> Arrow – mas pode chamar de Arqueiro Verde Begins

E você, já está acompanhando alguma dessas? Também está gostando? Tem outras séries que estrearam nesta Fall Season que você recomenda?

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Murilo Lima

Criador e editor-chefe do Geek Café. Administrador entusiasta de novas mídias, inovação e mentes fora da caixa.

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