The Orville: os cinco primeiros episódios.

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The Orville: os cinco primeiros episódios.

Como já foi dito aqui, The Orville é a série de ficção científica criada por Seth McFarlane que é uma grande citação/homenagem à Star Trek.

Assistimos aos cinco primeiros episódios, todos escritos por Seth McFarlane (disponíveis na locadora Paulo Coelho, porque ainda não estreou oficialmente no Brasil) e apresentamos nossas impressões sobre o que vimos.

The Orville S01E01 – Old Wounds – dirigido por Jon Favreau (diretor de Iron Man, Iron Man 2, Cowboys e Aliens e Mogli)

Temos aqui o tradicional episódio de apresentação, onde conhecemos os personagens, suas motivações, seus antagonistas e o ambiente onde eles transitam. A  dinâmica do episódio é regular e o plot bem simples: depois de um tempo afastado por problemas pessoais, o capitão Ed Mercer (McFarlane) é designado para assumir o comando da U.S.S. Orville. Em sua primeira missão, ele tem que ajudar a proteger um artefato que pode acelerar o tempo e que nas mãos dos Krills (inimigos mortais da União dos Planetas – hummm, uma raça alienígena belicosa começando com a letra K… onde vi isso?) pode se tornar uma arma poderosa.

Fiquei um pouco incomodado com as piadas em profusão, que as vezes tiram sua atenção de momentos tensos – parecia que estava vendo um trecho overpower de um filme da Marvel.

Mas a coisa melhora quando o conflito entre Mercer e Grayson ganha a ponte de comando. Os ex-cônjuges tem que aparar suas diferenças para trabalharem juntos e isso confere um dinamismo ao episódio. Aposto que muita gente desistiu já nesse primeiro. Ó, pessoas de pouca fé que julgam toda uma temporada por um episódio. Odin tá vendo!

The Orville S01E02 – Command Performance – dirigido por Robert McNeill (ator que interpretou o personagem Tom Paris em Star Trek: Voyager e diretor de várias séries)

A Orville recebe um pedido de socorro de uma nave de cargas. Ao chegar ao destino, o capitão Mercer descobre que seus pais estão à bordo. Segue um dialogo impagável sobre a saúde do cólon de e pequenas rusgas entre Grayson  e sua ex-sogra vem à tona – tudo isso diante da tripulação da ponte de comando. Mercer e Grayson decidem ir à bordo da nave para visitar os velhos e ver a necessidade de reparos de perto.

Só que tudo era uma armadilha: a nave cargueira era uma ilusão e eles são transportados para um lugar desconhecido. Tendo assumido temporariamente (e a contragosto) o comando da Orville, Alara sente-se insegura para tomar decisões e torna a missão de resgate mais difícil – e Bortus, mais experiente, não pode ajudar pois está ocupado chocando seu ovo. Ao mesmo tempo, descobrimos que uma raça alienígena que se acha superior a todas as outras do universo raptaram Mercer e Grayson para a sua coleção particular. O episódio serve para apresentar melhor as relações entre os personagens principais da série a  partir de seus conflitos. E o final me fez gargalhar alto!! Esse McFarlane é muito sacana mesmo…

 

The Orville S01E03 – About a Girl – dirigido por Brannon Braga (produtor, diretor e escritor de séries da franquia Star Trek como The Next Generation, Voyager e Enterprise)

O ovo que Bortus estava chocando revela um problema: o filho dele e do companheiro Klyden é uma fêmea, um fenômeno que só acontece a cada 75 anos. Diante do acontecido, o casal toma aquela decisão que é comum em seu planeta: fazer uma cirurgia de mudança de sexo. O problema é que a Orville está longe do planeta natal e Moclus pede à Dra. Finn para realizar o procedimento. Alegando questões éticas, ela recusa, assim como a tripulação da nave. Gordon e Lamarr convencem Bortus a esperar a criança crescer para que ela decida seu destino, mas Klyden não concorda. Surge aí um conflito que precisa ser resolvido no planeta natal, em um julgamento que coloca o casal em conflito.

O debate levantado no episódio é atualíssimo e remete aos melhores momentos de Star Trek, com o diferencial que não existe uma Primeira Diretriz a ser seguida. Com esse episódio, Seth McFarlane nos avisa que The Orville não será a zuêra que todos esperavam.

The Orville S01E04 – If the Stars Should Appear – dirigido por James L. Conway (diretor recorrente de várias séries do universo ST)

Mais um mergulho na ficção científica da melhor qualidade. A Orville se depara com uma gigantesca espaçonave, com mais de dois mil anos de idade, à deriva no espaço em rota de colisão com uma estrela. Ao abordarem a nave, Mercer, Grayson, Isaac e Finn descobrem que no seu interior vive uma civilização inteira, com 3 milhões de pessoas, em um ambiente que simula a superfície de um planeta. Totalmente  teocrática, a sociedade venera um deus, Dorahl, e persegue todo aquele que diverge dos preceitos religiosos, a ponto dos infiéis serem executados, por linchamento, em plena via pública, por ordem do ditador Hamelac.

Os oficiais da Orville penam para alertar os habitantes de que eles estão em uma nave a caminho do sol e no decorrer do episódio iremos descobrir o terrível segredo desse lugar ao mesmo tempo maravilhoso e assustador.

Ah, e tem participação especial do Liam Neeson!!

 

The Orville S01E05 – Pria – dirigido por Jonathan Frakes (ator, diretor e escritor. Atuou na série Star Trek: The Next Generation como o comandante William Riker e dirigiu vários episódios da franquia para a TV e para o cinema, como Star Trek: Primeiro Contato e Star Trek: Insurreição)

Mais um episódio foda!

Atendendo a um pedido de socorro de uma nave mineradora presa a um cometa e que foi pego pela gravidade de uma estrela, a Orville termina salvando sua única tripulante, Pria Lavesque (Charlize Teron).

Bonita, agradável e educada, Pria conquista a todos na Orville, mas Grayson não confia nela – seriam ciúmes do ex-marido, Capitão Mercer, que ficou atraído pela alien? No decorrer da trama vamos descobrir que as aparências enganam e que, mais uma vez, raças alienígenas que se acham acima de tudo e de todos fazem o que querem sem se importar com os outros apenas para satisfazer suas próprias necessidades.

Viagem no tempo, teletransporte, buracos negros, realidades alternativas… tudo isso em mais um bom episódio da série. Ah, e nunca desafie um ser não-biológico movido pela razão para participar de um jogo de pegadinhas!

Na pegada em que vai, The Orville tem se revelado uma boa surpresa – tão boa que a gente esquece o orçamento apertado que resulta em efeitos especiais… simplórios. Mas o segredo aqui são as boas histórias – no final, são elas que importam, certo?

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Bruno Alves

Bruno Alves é professor, rabisca de vez em quando uns desenhos por aí e tem sempre uma música tocando em off na cabeça, mesmo quando não está usando headphones. E sim, ele gosta dos Titãs.

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