China proíbe sites de notícias de usar redes sociais como fonte

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China proíbe sites de notícias de usar redes sociais como fonte

O comitê de administração da internet da China advertiu agências de notícias nacionais,  neste fim de semana, alertando-os para não publicar notícias, cujas fontes sejam as redes sociais, sem uma verificação rigorosa dos fatos. A declaração foi feita menos de uma semana após a nomeação de Xu Lin – novo chefe do órgão regulador – e cita várias histórias, aparentemente falsas, que foram publicadas a partir de conversas divulgadas em serviços populares como o Weibo e WeChat. “É proibido usar boatos para criar notícias ou usar conjectura e imaginação para distorcer os fatos“, pôde-se ler na advertência.

Com este ato, o governo da China reforçou ainda mais seu domínio sobre o que poderá ou não ser noticiado on-line. Utilizando um certo tom ameaçador para o aviso, o órgão ordenou a seus subordinados regionais para cumprir plenamente as suas funções, com base em gerenciamento de conteúdo, reforçando a supervisão e fiscalização para punir severamente os veículos que venham a publicar notícias falsas ou ou que possuam distorção dos fatos.

A primeira impressão ao ler esta notícia pode ser de que a China está primando pela qualidade das informações publicadas na internet chinesa. Contudo, esta ação faz parte de um conjunto de manobras políticas para censura, através da higienização do conteúdo publicado em aplicativos e serviços aprovados. O governo também está trabalhando em novas leis que proíbem a mídia estrangeira de publicar sem a “bênção do estado” em primeiro lugar. Durante a abertura do World Internet Conference, em meados de junho, o presidente chinês Xi Jinping pediu para as nações mais liberais respeitarem seu processo de censura do cyberespaço na terceira maior nação mundial.

Murilo Lima

Criador e editor-chefe do Geek Café. Administrador entusiasta de novas mídias, inovação e mentes fora da caixa.

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