A tecnologia dos drones na indústria gastronômica

Os drones cuidarão de plantações

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A tecnologia dos drones na indústria gastronômica

Os drones são o futuro e muito em breve, esses robôs voadores cuidarão das plantações, supervisionarão o espaço aéreo e farão entregas de todos os tipos. E, o mais importante de tudo: eles entregarão sua comida. Seu telefone irá tocar e ela já estará na sua porta. Sem gorjeta, sem riscos à sua segurança, sem papo-furado e sem nenhuma interação humana. Esse é o sonho de muitos por aí, mas por que ainda não estamos vendo drones entregando as pizzas domingo à noite em nossas casas?

As avaliações com estes equipamentos já estão acontecendo há um bom tempo. Em setembro do ano passado, em um experimento cuidadosamente executado, o Project Wing – uma divisão da X, fundada pelo Google e parte da Alphabet Inc., testou a entrega de burritos do Chipotle no campus da Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos. Os drones da empresa fizeram uma série de entregas em diferentes pontos do campus (que foi aprovado como local oficial para testes pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos), obedecendo limites de velocidade e altura estabelecidos pelo órgão. Lá em 2013, a rede britânica de culinária japonesa Sushi YO! testou o iTray, uma bandeja/drone pilotada por wi-fi para levar os pedidos aos clientes.

A Domino’s foi a última empresa a entrar no mundo da entrega por drones e assinou um acordo com a Starship Technologies, empresa criada pelos fundadores do Skype, para testar a entrega de pizzas para clientes em um raio de pouco mais de um quilômetro de algumas lojas da marca na Alemanha e na Holanda.

A promessa de receber produtos em sua casa minutos após a sua compra é tentadora, mas há vários problemas a serem solucionados antes que isso se torne uma realidade. O maior obstáculo é a regulamentação: a Administração Federal de Aviação, que supervisiona o espaço aéreo americano, demorou a estabelecer normas claras em relação ao uso e a entregas de produtos via drone. A FAA espera emitir regras mais concretas nos próximos meses, mas esse processo foi adiado várias vezes no passado. Em outros países, como o Brasil, existe uma regulamentação para o uso civil de tais equipamentos, mas o uso comercial ainda não está previsto nelas.

Outro grande desafio é manter os céus seguros. A Amazon propôs um plano que designaria um determinado espaço aéreo para drones de baixa e alta velocidade. Além disso, eles também estão proibidos de voar em um raio de cinco quilômetros de um aeroporto americano, a menos que seja concedida permissão especial. Isso pode ser problemático nas grandes cidades como Nova York ou São Paulo.

Mesmo que tal tecnologia se torne disponível nos próximos meses, apenas 16% dos operadores de restaurantes dizem que iriam implementá-la, de acordo com um relatório da National Restaurant Association sobre as tendências da tecnologia de drones.

Até que eles batam na porta da nossa casa, o jeito é continuar pedindo comida à moda antiga através dos serviços de entrega tradicionais ou através de apps de entrega.

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Murilo Lima

Criador e editor-chefe do Geek Café. Administrador entusiasta de novas mídias, inovação e mentes fora da caixa.

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