Minority Report da vida real: empresa japonesa diz ter criado tecnologia capaz de prever crimes

Sistema inspirado em Minority Report diz prever o crime

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Minority Report da vida real: empresa japonesa diz ter criado tecnologia capaz de prever crimes

Você já leu Minority Report, o conto escrito por Philip K. Dick, ou viu o filme baseado nessa história e estrelado por Tom Cruise?

Se você não conhece Minority Report, a gente explica do que se trata. No universo dessa história, existe algo chamado como “Divisão Pré-Crime” na polícia, que atua impedindo crimes que são previstos antes que eles ocorram. Estas informações são fornecidas a uma elite de policiais, que tentam descobrir onde será o assassinato e então prendem o “pré-criminoso”.

Além de todo o debate social sobre essa questão do “pré-crime”, Minority Report brinca com uma ideia que está em todo lugar na ficção-científica: a possibilidade de passar a prever algo do futuro.

Porém, esses debates e tecnologias podem ter saído do lado “ficção” e ido para o lado “científica” da vida. Pelo menos é o que defende uma empresa japonesa.

A Hitachi diz ter inventado um sistema chamado de Hitachi Visualization Predictive Crime Analytics que é capaz de “especificar potenciais cenas de crime com um raio de precisão de até 200 metros quadrados e assinalar níveis de ameaça para cada situação“.

Basicamente, eles dizem conseguir apontar no mapa exatamente onde rolará alguns crimes. Veja uns exemplos:

Sistema inspirado em Minority Report diz prever o crime

Como eles fazem isso? Ao coletar e compilar zibilhões de informações e variáveis, como mapas de transporte público, conversas em redes sociais, relatórios climáticos em tempo real e coisas assim para procurar padrões no desenvolvimento de crimes e ressaltar onde situações assim podem acontecer novamente.

Obviamente que um sistema desses abre a possibilidade de tocar em muitas questões complicadas na nossa vida em sociedade. Por exemplo: que tipo de métrica é usada para “prever” os crimes? Existe talvez um grupo de pessoas específico que é “marcado” como potenciais criminosos? O sistema mira em pessoas ou situações?

Além disso, qual a postura esperada de um policial utilizando um sistema desses? Se dirigir até o local e esperar que algo aconteça ou chegar lá e prender quem estiver presente?

Algumas dessas respostas deverão surgir em breve, já que o sistema começará a ser testado em cidades japonesas não reveladas a partir de outubro.

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Leandro de Barros

Campeão de Chess-Boxing por W.O. da minha rua, nerd de nascença, babaca por opção. Depois de muito analisar a sociedade moderna, só tenho uma coisa a dizer: með þýðandi? Veik!

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